Ministros não anunciam percentual do aumento salarial dos militares

JB Online

BRASÍLIA - A reunião entre os ministros da Defesa, Nelson Jobim, e do Planejamento, Paulo Bernardo, para definir o reajuste salarial a ser concedido aos militares das Forças Armadas terminou sem o anúncio de um percentual. O encontro foi encerrado por volta das 19h. Os ministros conversaram por cerca de uma hora e meia e deixaram o Ministério do Planejamento sem falar com a imprensa.

A assessoria do Ministério da Defesa informou apenas que os técnicos dos dois ministérios continuarão conversando e estudando o índice de aumento.

Na última terça-feira, Jobim comentou que se encontraria com Paulo Bernardo "para iniciarmos o processo decisório", assim que retornasse de sua viagem a Recife, o que ocorreu ontem. E hoje de manhã Paulo Bernardo informou que o reajuste salarial de várias carreiras de servidores federais seria feito por meio de projeto de lei, e que a proposta final deveria ser entregue à Presidência da República até amanhã (28), para que o presidente assinasse na próxima segunda-feira.

As duas declarações geraram a expectativa entre os militares de uma definição ainda hoje.

A presidente da União Nacional das Esposas de Militares das Forças Armadas (Unemfa), Ivone Luzardo, comentou que a categoria espera receber, no mínimo, 34% de reajuste. Segundo ela, esse foi o índice anunciado pelo ministério, no início da negociação, em 2007, quando o ministro ainda era Waldir Pires.

Assessores do Ministério da Defesa não comentam números, afirmando desconhecer o percentual discutido pelos técnicos ministeriais.

Em janeiro, o ministério já havia divulgado uma nota na qual afirmava que Jobim nunca prometeu um índice específico de reajuste salarial. Em outubro de 2007, no entanto, ao participar de uma audiência pública na Câmara dos Deputados, o ministro falou sobre a possibilidade de um aumento de até 37,4% no adicional dos militares, parcelado em duas vezes.

Independentemente do percentual do aumento, Ivone Luzardo disse que as esposas dos militares planejam novas manifestações contra o que classifica como "descaso" com a categoria.

Segundo ela, no próximo dia 30, um grupo pretende realizar uma caminhada de protesto pela praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. "Não dependemos apenas do reajuste. Há outras questões pendentes", disse.

Agência Brasil