Polícia prende supostas tesoureiras do PCC

Portal Terra

ARAÇATUBA - Agentes da Polícia Civil de São José do Rio Preto, a 440 km de São Paulo, prenderam três mulheres suspeitas de atuar como tesoureiras da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) no interior do Estado. As suspeitas, Zulmira Barros Correia, 55 anos, Andréia Antunes da Silva, 35 anos, e Rosemeire Bastos, 39 anos, são acusadas pela polícia de movimentar cerca de R$ 300 mil em contas bancárias que teriam servido à facção nos últimos seis meses.

As prisões, feitas na semana passada por policiais de Rio Preto, na capital paulista e em cidades do Mato Grosso, só foram divulgadas hoje. As mulheres seriam responsáveis por cuidar do dinheiro obtido por uma quadrilha que mantinha uma rede de tráfico de drogas em diversas cidades do interior de São Paulo, do Mato Grosso e na capital paulista.

A quadrilha começou a ser desarticulada em fevereiro pela operação Março Negro, depois de um ano de investigações da Polícia Civil e Ministério Público Estadual. A operação prendeu 11 integrantes do bando em Monte Aprazível, Neves Paulista e Tanabi, cidades da região noroeste de São Paulo, onde ficavam centralizadas as bocas de drogas no varejo. Há pelo menos outras 20 pessoas da quadrilha que são procuradas na capital paulista e em cidades do interior de São Paulo e do Mato Grosso.

A rede, segundo a polícia, recebia apoio e era coordenada por detentos de quatro presídios no interior de São Paulo. Um investigador disse que 10 presos do Centro de Detenção Provisória (CDP) de São José do Rio Preto e penitenciárias de Riolândia, Lavínia e Mirandópolis coordenavam e comandavam as ações, além de fazer encomendas de drogas, que eram comercializadas em pelo menos quatro pontos de distribuição de cidades do interior de São Paulo.

Esses pontos, de acordo com a polícia, vendiam cerca de 2 kg de cocaína, crack e maconha por semana. As investigações apontaram que parentes faziam os contatos com os presos para levar e trazer as informações sobre o funcionamento da quadrilha, que também aliciava pessoas para se associar ao tráfico.