Paraná: sindicato diz que 40% dos fiscais da Receita aderiram à greve

Agência Brasil

BRASÍLIA - No Paraná, a adesão dos auditores fiscais da Receita Federal à paralisação da categoria - que completa nesta terça-feira uma semana - está em torno de 40%, segundo avaliação do presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco) em Curitiba, Norberto Antunes. Em todo o estado há 600 auditores, sendo 400 na capital.

Por causa da greve, 700 caminhões lotam o pátio da estação aduaneira em Foz do Iguaçu, aguardando liberação das cargas. Segundo Antunes, estão sendo liberados os produtos perecíveis, inflamáveis, animais vivos e remédios.

- Para que não haja tumulto e filas na BR-277, já que alguns caminhoneiros estão no local desde o início da paralisação, foi alugado um galpão nas proximidades, que está servindo de estacionamento. O porto seco tem capacidade para abrigar até 800 caminhões - informou.

Segundo ele, os importadores foram avisados sobre a possibilidade de paralisação há meses e muitos não estão mandando cargas porque sabem que os caminhões vão ficar parados.

De acordo com Antunes, até a última sexta-feira, a greve havia provocado, numa primeira avaliação, um prejuízo estimado em US$ 300 milhões, em produtos importados que estão retidos no pátio de armazenagem do Porto de Paranaguá. Ele ressalta que é muito difícil quantificar, de imediato, o montante desses prejuízos.

A categoria pede equiparação com os salários pagos na Polícia Federal e na Advocacia-Geral da União (AGU). Hoje, um auditor fiscal da Receita tem salário inicial de R$ 10.155, que pode chegar a R$ 13.382 no final da carreira.