Outras duas meninas sofreriam tortura de empresária em Goiânia

Portal Terra

GOINIA - Mais duas supostas vítimas da empresária Sílvia Calabresi Lima, 42 anos, vão prestar depoimento na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), em Goiânia, na próxima segunda-feira. Elas também teriam sofrido maus-tratos da empresária, que foi presa no dia 17 de março em flagrante sob suspeita de torturar e manter em cárcere privado a menina L.R.S., 12 anos, em um apartamento de luxo no Setor Marista. Ao todo, somam 5 as meninas que teriam sido agredidas e forçadas a trabalhos domésticos na residência de Sílvia nos últimos 6 anos.

A delegada Adriana Accorsi, titular da DPCA, já tinha os nomes destas vítimas, ambas crianças. As duas são de Abelândia (a 140 km de Goiânia) e estiveram ontem registrando queixa na delegacia da cidade.

A avó de uma delas, Maria Helena Ribeiro Rodrigues, informou que elas não deram queixa antes da prisão da empresária por medo de represálias. Ainda segundo a avó, Sílvia fazia muitas ameaças, e elas preferiram fugir e se esconder. A neta dela, que tem 10 anos, ficou por cerca de seis meses na residência de Sílvia, em 2005. Até hoje, ela disse que não conseguese esquecer do período.

A empresária contatou as duas meninas em Abelândia mesmo, pois costumava visitar parentes na cidade. A abordagem teria sido parecida com a feita nas outras famílias. Ela se ofereceria para dar "uma vida melhor" para as meninas, desde que os pais deixassem elas morando com a empresária, em Goiânia.

No caso da menina de 10 anos, havia até a promessa de contatos diários por telefone, o que nunca teria sido cumprido. Exista a possibilidade de uma sexta vítima, mas essa ainda não foi localizada e nem apareceu para dar queixa.

Adriana Accorsi explicou que os novos casos que estão surgindo não originarão novos inquéritos, que todos se concentrarão em um único. E que os relatos das vítimas mostram que Sílvia foi piorando as agressões cometidas contra as vítimas.

-Além de confirmar as suspeitas contra ela (a empresária), mostram que tinham um caráter serial e cada vez mais grave - disse a delegada.