União quer aumento salarial de 25%

Agência Brasil

BRASÍLIA - O presidente da Associação Nacional dos Advogados da União (Anauni), José Wanderley Kozima, disse esperar que, com os reajustes anunciados para diversas categorias de servidores públicos, o governo agora considere os acordos firmados com os advogados públicos.

Desde 17 de janeiro, os advogados da União estão em greve para pedir o cumprimento de um acordo firmado em 1º de novembro do ano passado, que prevê um aumento salarial de 25% a partir de novembro de 2007 até 2009.

De acordo com Kozima, a negociação com os advogados começou em abril de 2007, mas remonta a diversos compromissos assumidos pelo governo em 2005. Ele esteve reunido na última quinta-feira com o secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva Ferreira para tratar do assunto.

- Embora o governo diga que em um ambiente de greve é mais difícil negociar, reconhece a necessidade de vencer esse impasse. Sentimos que vamos caminhar para um entendimento, mas ainda não chegamos a um acordo - afirmou.

Ele ressaltou que a categoria já fez propostas de flexibilização e o governo prometeu levar em conta o pedido.

- Mas nós apelamos para que o governo considere todo o histórico da advocacia pública, os dois compromissos firmados e não cumpridos, considere os padrões remuneratórios do próprio executivo, considere que o que queremos ver cumprido partiu do próprio governo, considere as perdas financeiras envolvidas e apresente uma proposta que contemple esses aspectos - relatou.

Kozima disse também ter conhecimento de que o governo está avaliando quatro propostas que foram feitas pela Advocacia Geral da União (AGU), mas ressaltou que não sabe qual é o teor do pedido.