Telefonias e bancos lideram queixas de consumidores paulistas

Agência Brasil

SÃO PAULO - A Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor de São Paulo (Procon-SP) divulgou nesta sexta-feira o cadastro de reclamações fundamentadas de 2007, um ranking dos fornecedores mais citados pelos consumidores, liderado por empresas de telefonia e bancos.

- O ranking é um instrumento para identificar os fornecedores que mais recorrentemente violam os direitos dos consumidores e também para orientar o processo de escolha dos fornecedores, para que se tente evitar problemas - disse Roberto Augusto Pfeiffer, diretor-executivo do Procon-SP.

O cadastro, acrescentou, "é essencial para o planejamento das nossas prioridades de fiscalização, de articulação com a sociedade civil, de aperfeiçoamento no atendimento e principalmente no tratamento coletivo, para que problemas individuais idênticos sejam tratados de forma coletiva .

No ano passado, foram 22,8 mil reclamações fundamentadas: os consumidores não tiveram suas queixas solucionadas na primeira intervenção do Procon e foi necessário abrir processo administrativo para solução dos casos. O órgão fez 515,6 mil atendimentos, que englobam simples consultas, atendimento preliminar e orientação.

A Telefonica, como em 2006, lidera o ranking com 4.405 reclamações (4.240 atendidas), seguida pelo banco Itaú, com 1.544 reclamações (874 atendidas), pela fornecedora de aparelhos celulares Benq, com 744 reclamações (222 atendidas), pela operadora Vivo, com 687 reclamações (573 atendidas) e pela e Mitsubishi/Aiko/Evadin, com 636 reclamações (616 atendidas).

Para o diretor de atendimento e orientação ao consumidor do Procon-SP, Evandro Zuliani, o índice de acordos da Telefonica em relação ao número de reclamações é alto. Ele lembrou que "se o consumidor teve de ir ao órgão de defesa do consumidor em volume tão grande é sinal de que o serviço é mal prestado, o atendimento não dá conta dos problemas que a empresa causa no mercado". Houve um aumento de 94,7% no volume de reclamações: de 2.262 para 4.405 em 2007.

As empresas Vivo, Embratel, Tim e Claro também foram alvo de queixas em relação a serviços essenciais, que correspondem a 31% do total de reclamações. Oferta de serviços convergentes em pacote único telefonia, internet e TV a cabo sem cumprimento e de planos com preços promocionais de forma inadequada lideram as queixas.

Nas demais áreas, produtos (móveis eletrônicos, vestuário, etc) representa 30% do total; assuntos financeiros, 25% (bancos, financeiras, cartões de crédito etc); saúde, 2,81%; serviços privados, 10,2%; alimentos, 0,22%; e habitação, 0,6%.

As empresas Telefonica, Itaú e Vivo informaram que divulgarão nota sobre o ranking do Procon-SP e a Benq não retornou os telefonemas.

O cadastro produzido pela Fundação, com 2.639 fornecedores, também é publicado no Diário Oficial do Estado e está disponível na página do órgão na internet (www.procon.sp.gov.br).