PF inicia pelo Pará operação contra desmatamento na Amazônia

REUTERS

SÃO PAULO - A Polícia Federal iniciou nesta segunda-feira a operação Arco de Fogo, que tem o objetivo de combater o desmatamento na região amazônica. Começará pelo Pará e, quando estiver a todo vapor, contará com a participação de mil homens entre agentes da PF e integrantes da Força Nacional, força de elite formada por PMs dos Estados.

Fiscais do Ibama e das Secretarias do Meio Ambiente estaduais também farão parte da ação, segundo a PF.

O principal foco da operação são as madeireiras que agem de forma ilegal, retirando a madeira amazônica sem autorização dos órgãos ambientais.

- A operação é de caráter permanente, por tempo indeterminado - disse um porta-voz da Polícia Federal.

O município de Tailândia, a 235 km de Belém no noroeste do Pará, será a primeira base da operação. Trezentos homens da Polícia Federal e da Força Nacional estão chegando à cidade nesta segunda-feira, além de fiscais do Ibama e da Sema.

No local, houve forte reação de manifestantes na semana passada contra a apreensão de 13 mil metros cúbicos de madeira, com confronto com a Polícia Militar, que controlou o protesto. Os 200 homens do Batalhão de Choque permanecem na cidade desde então.

- A cidade está ocupada, mas segue sua rotina normal - afirmou uma assessora da Sema que está em Tailândia.

Levantamento do governo federal serviu de alerta para uma ação mais rígida contra o desmatamento.

Os mais recentes dados divulgados pelo governo federal indicam que, de agosto a dezembro, cerca de 7.000 quilômetros quadrados de mata foram derrubados, o que significa dois terços da taxa registrada um ano antes (de agosto de 2006 e julho de 2007).

De acordo com a Sema, entre sábado e esta segunda-feira, foram retirados de Tailândia, em carretas, cerca mil metros cúbicos de madeira apreendida. Não houve resistência por parte dos madeireiros. A madeira será levada a Belém, onde vai a leilão e os recursos serão revertidos para a fiscalização do desmatamento ilegal.

O governo paraense estima que a madeira apreendida até agora renderá até 4 milhões de reais.