CPI das ONGs pode chamar reitor da UnB para depor

Agência Senado

BRASÍLIA - Criada para apurar a liberação, pelo governo federal, de recursos públicos para organizações não-governamentais (ONGs) e para organizações da sociedade civil de interesse público (Oscips), a CPI das ONGs também tem por objetivo investigar a utilização, por essas entidades, desses recursos e de outros por elas recebidos do exterior, a partir do ano de 1999 até a data de 8 de novembro de 2007.

Na reunião marcada para a próxima quarta-feira, também deverão ser analisados pedidos para que órgãos do Poder Executivo e até mesmo a Presidência da República expliquem os critérios adotados para o repasse de verbas a determinadas ONGs, bem como prestem informações relativas a programas sociais, prestação de contas, critérios de escolha e ainda a relação de todas as ONGs que tenham recebido recursos para aplicação em determinados programas.

Há ainda vários requerimentos com solicitações de transferência, para a CPI, de sigilos bancários e fiscais de associações e entidades sem fins lucrativos, bem como pedidos para que a Receita Federal encaminhe os dados cadastrais de entidades sem fins lucrativos que receberam recursos a partir de 1999, período investigado pela CPI.

UnB

Os senadores membros da CPI deverão analisar também requerimentos de convocação do reitor da Universidade de Brasília (UnB), Timothy Mulholland, e do presidente da Finatec, Antônio Manoel Dias Henrique, a fim de que se manifestem sobre denúncias de uso de recursos públicos para mobiliar o apartamento funcional ocupado pelo reitor.

De acordo com essas denúncias, que vêm sendo divulgadas pela imprensa, a universidade teria repassado, por meio da Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), R$ 470 mil para a compra de móveis de luxo para o apartamento do reitor.

Entre outros requerimentos destinados à apuração desse caso, há ainda uma solicitação ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDF) para que encaminhe à CPI o teor de todas as ações e investigações movidas contra a Finatec com o objetivo de apurar as supostas irregularidades.