Dilma defende uso do cartão corporativo e aponta redução nos gastos

Agência Brasil

BRASÍLIA - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse nesta quarta-feira não considerar que haja alguma irregularidade grave no uso de cartões corporativos.

- Não vejo por que tenhamos que fazer uma varredura maior do que já foi feita, maior do que se faz, maior do que o Portal da Transparência permite - afirmou, em entrevista coletiva ao lado dos ministros da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins, e do Gabinete de Segurança Institucional, general Jorge Armando Félix.

Segundo a ministra, o governo vem reduzindo os gastos com as contas tipo B, que permitem saque em dinheiro, e também com o cartão corporativo. Ela divulgou dados que apontam que em 2001, a soma dos dois gastos foi de R$ 213,6 milhões e em 2007, de R$ 177,5 milhões. - Reduzimos e melhoramos a qualidade ao aumentar o cartão e diminuir o saque direito no caixa - disse.

O ministro Jorge Armando Félix detalhou os gastos de segurança da Presidência da República, no valor de pouco mais de R$ 14 mil, em loja de material de construção em São Bernardo do Campo (SP), ao explicar que se referiam a reparos para acomodação das equipes e armamentos.

Sobre os R$ 800 gastos em loja de artigos esportivos, disse que foram compradas barras de ferro para aplicação nos aparelhos de musculação utilizados no adestramento físico dos agentes de segurança. O mesmo motivo foi alegado para a compra de esteiras ergométricas que custaram R$ 3,4 mil.

As despesas da equipe de seguranças em Florianópolis, onde mora a filha do presidente Lula, também foram detalhadas. A conta de R$ 1,8 mil na Livraria Exata, por exemplo, é explicada pela aquisição de material de expediente não disponível no almoxarifado da Presidência da República.

Na cidade foram detalhados ainda gastos com manutenção de veículos, de sistema de vigilância eletrônica e substituição de vidros quebrados no escritório de segurança. O general explicou que o departamento de segurança mantém escritórios alugados em São Bernardo do Campo e em Florianópolis, e que o maior efetivo de homens está na cidade paulista.

Os extratos dos cartões, divulgados no Portal da Transparência, além dos gastos de um funcionário com compras de alimentos para a residência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram publicados pela imprensa nos últimos dias. A ministra Dilma Rousseff disse ainda que entende o apelo jornalístico do tema.