Protesto pede o fim da impunidade dos autores da chacina de Unaí

Agência Brasil

BRASÍLIA - Na tarde desta segunda-feira cerca de 70 pessoas protestaram em frente ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF) contra a impunidade dos autores da chacina de Unaí, em que três fiscais do Trabalho e um motorista foram assassinados há quatro anos.

Familiares, colegas de trabalho das vítimas, representantes de sindicatos e algumas pessoas que foram prestar solidariedade seguravam faixas de protesto e rosas brancas em volta de um grande bolo preto, com a frase Chacina de Unaí, 4 anos de impunidade, Justiça já!

Por aproximadamente duas horas, foram feitos uma série de discursos sobre o crime, as condições dos trabalhadores rurais no Brasil e a dos próprios fiscais do trabalho.

Cláudio Montesso, presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho, disse que o protesto era importante para pressionar a Justiça por mais agilidade e tranqüilizar os outros trabalhadores que continuam recebendo ameaças.

- Estamos aqui porque queremos que o julgamento seja rápido, para que não haja impunidade. Existem juízes, procuradores, ativistas e pessoas ligadas a ONGs no Brasil inteiro que estão ameaçadas, mas que não arrefecem, continuam batalhando para que esse quadro do trabalho se modifique. E esse crime é um exemplo disso, que a gente precisa combater imediatamente, chegar aos culpados e puní-los para que essas pessoas se sintam mais tranqüilas - afirmou o sindicalista.

Depois da manifestação, a presidente do TRF da 1ª Região, desembargadora Assussete Magalhães, recebeu a presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), Rosa Maria Campos Jorge.

Na saída da audiência, Rosa disse que ficou satisfeita com o encontro, pois recebeu a notícia de que os últimos oito recursos apresentados pelos advogados dos réus foram negados pelo tribunal no dia 16 de janeiro e publicados no Diário da Justiça de hoje.

A presidente do Sinait afirmou que a notícia trouxe alívio, mas disse que já espera que os advogados de defesa entrem com outros recursos, dessa vez no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF).

- Essa etapa foi vencida. Agora, a gente precisa que agilizem o julgamento desses recursos no STJ e no STF, para que, finalmente, possa ser marcado o julgamento dos executores lá em Belo Horizonte - afirmou.

Segundo a assessoria do Sinait, está confirmado para amanhã, às 14 horas, um encontro com o ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Na quarta-feira (30), às 15 horas, está marcada uma reunião com o ministro da Justiça, Tarso Genro. O sindicato está tentando antecipar esse encontro para amanhã (29), para que as viúvas de dois dos fiscais assassinados que não moram em Brasília, possam participar. Uma audiência com a presidente do STF, Elen Gracie, também está sendo agendada.

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