Programa dará apoio à aqüicultura ornamental, diz ministro em Manaus

Agência Brasil

MANAUS - O apoio à pesca de peixes ornamentais no Amazonas está garantido pelo governo federal para este ano, informou o ministro da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca, Altemir Gregolin.

No último sábado, durante o Festival de Peixes Ornamentais um dos mais importantes do setor , o ministro informou que o governo pretende implementar o Programa Nacional de Apoio ao Desenvolvimento da Aqüicultura Ornamental. A medida, explicou, atende à necessidade de ordenamento e de desenvolvimento da atividade no país.

Entre as ações planejadas para a pesca e cultivo de peixes ornamentais está a melhoria da infra-estrutura de produção e a necessidade de alfabetização e capacitação dos pescadores. Segundo Gregolin, em até 80 dias os projetos técnicos devem ser avaliados para que os recursos comecem a ser liberados ainda este ano.

- A idéia é melhorar o processo de captura e comercialização desses peixes. As propostas estão sendo consolidadas para que possamos implementar esse plano. Para isso, vamos apoiar a organização e a capacitação dos pescadores, com investimentos em infra-estrutura e até mesmo com a revisão da lista de captura - disse o ministro, ao lembrar que espécies como a arraia e o aruanã, têm a captura proibida no Brasil e liberada em países vizinhos, como a Colômbia.

Para o ministro, o Amazonas é um estado prioritário diante da importância da pesca para a região. Só no município de Barcelos a previsão de investimentos federais é de mais de R$ 1 milhão. Em Manaus estão sendo investidos R$ 13 milhões para construção do terminal pesqueiro. - Também estamos investindo na construção de 14 instalações de comercialização de alevinos no interior, para permitir a reprodução cultivada de peixes no estado, que tem um grande potencial em função dos recursos hidrológicos, de espécies nobres e do clima - afirmou Gregolin, em entrevista à Agência Brasil.

Ele destacou ainda a possibilidade de criação de um selo identificador dos peixes ornamentais provenientes do Amazonas, o que poderá contribuir para a valorização comercial do produto no mercado exterior. - Se conseguirmos ter um selo que identifique esses peixes como originários da Amazônia, isso seguramente vai mehorar os valores de comercialização desses peixes, sobretudo nos processos de exportação - afirmou.

No estado, a pesca de peixes ornamentais é fonte de renda para cerca de 10 mil trabalhadores. Barcelos é o maior pólo de captura desse tipo de peixes do país. Entre os principais problemas estão a criminalização da atividade, a exportação irregular e a pesca predatória. Dados da Secretaria apontam que o país está entre os mais importantes fornecedores de espécies do clima tropical e sua maior produção é proveniente de capturas. Atualmente, os peixes de captura são os mais exportados, enquanto os de cultivo são mais presentes no mercado interno. A legislação brasileira permite o extrativismo para fins ornamentais de 172 espécies de águas continentais e 135 marinhas.

Cingapura, República Tcheca e Estados Unidos são os maiores fornecedores de peixes ornamentais do mundo. Na América do Sul, que representa em torno de 6% do total exportado mundialmente, os países mais representativos são a Colômbia, o Brasil e o Peru, que juntos exportam 96% dos peixes ornamentais do continente. O Brasil é o segundo maior exportador da América do Sul, e o décimo-sétimo no mundo em 2005 vendeu mais de US$ 4 milhões.

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