Mansão de Abadia avaliada em R$ 1,5 mi vai a leilão

Fabricio Escandiuzzi, Portal Terra

FLORIANÓPOLIS - Uma mansão localizada no luxuoso bairro de Jurerê Internacional, em Florianópolis (SC), e pertencente ao traficante colombiano Juan Carlos Abadia Ramirez, 44 anos, irá ser leiloada na próxima quarta-feira. Com cerca de 400 m² de área construída, o imóvel está avaliado em R$ 1,5 milhão e se encontra numa das áreas mais valorizadas do bairro, um novo espaço próximo a um shopping a céu aberto e a cerca de 400 m da praia. Dentro da casa, ainda foram encontrados por agentes da Polícia Federal em agosto de 2007, mais de R$ 300 mil, entre notas de dólares, euros e reais, escondidos sob um forro de gesso.

Segundo os corretores de imóveis que trabalham no bairro, a casa tem cinco suítes (sendo uma delas com banheira hidromassagem), quarto de hóspedes, sala para home theater, jardim e demais dependências.

O requinte do imóvel chama a atenção até mesmo do lado de fora da casa. Como todas as casas do bairro, ela não possui muros ou grades na frente. É possível andar pelo gramado, apreciar uma pequena fonte decorada com pedras, além de uma escada de mármore e detalhes em pedra palito nas paredes.

O leilão da mansão da capital catarinense foi determinado em setembro de 2007 pelo juiz federal Fausto Martin de Sanctis. Outras quatro propriedades do colombiano também têm o leilão autorizado pela Justiça: uma casa num condomínio de luxo em Aldeia da Serra, outra na cidade de Angra dos Reis, além de uma fazenda no Rio Grande do Sul e um sítio em Pouso Alegre, interior de Minas Gerais. Os cinco bens são avaliados em cerca de R$ 6 milhões.

A casa estava registrada no nome da empresária Aline Prado, proprietária de uma empresa imobiliária sediada em Curitiba. Abadía é considerado pelo Drugs Enforcement Administration (DEA), a agência antidrogas dos Estados Unidos um dos maiores traficantes do mundo. Seus bens no exterior são avaliados pelo governo norte-americano como algo próximo de US$ 1,8 bilhão (cerca de R$ 3,4 bilhões). O traficante, detido no presídio federal de Campo Grande (MS), também é acusado de ter ordenado a morte de 300 pessoas na Colômbia e 15 nos Estados Unidos.