HC: atendimento deve ser normalizado no dia 2

Portal Terra

SÃO PAULO - A administração do Hospital das Clínicas (HC), em São Paulo, afirmou nesta quarta-feira que espera que o atendimento do ambulatório esteja normalizado no dia 2 de janeiro. Hoje, as consultas foram retomadas, mas com restrição. Apenas os pacientes com urgência foram atendidos. Das 1,1 mil consultas que estavam marcadas, 200 foram reagendadas para o próximo mês.

Ainda nesta quarta-feira, uma comissão especializada em incêndios do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) visitará o edifício para fazer uma avaliação do que aconteceu no incêndio e do que precisa ser feito para que o prédio possa operar com segurança.

O prédio foi reaberto parcialmente e 50% da energia elétrica já foi reestabelecida. Segundo o diretor-executivo do instituto central do HC, Massayuki Yamamoto, o laboratório central já está parcialmente energizado. A expectativa é que ainda hoje toda energia do local volte para que os exames voltem a ser feitos amanhã.

Yamamoto negou que tivessem sido perdidas bolsas de sangue do estoque após o incêndio de segunda-feira.

- Sou houve perda, foi coisa mínima - disse.

Ele afirmou ainda que já está sendo realizado o trabalho de limpeza do local e os equipamentos estão sendo esterilizados.

O HC também estuda melhorias no sistema de rotas de fuga e sinalização do prédio, para que não haja confusão em possíveis incidentes futuros. A administração anunciou que pediu a realização de uma terceira perícia do Instituto de Criminalística (IC).

- Não temos todas as respostas para todas as perguntas - disse o superintendente do hospital, José Manoel Camargo Teixeira.

Após confusão da manhã desta quarta, em que funcionários do HC distribuíram folhetos com o telefone da Secretaria da Saúde para que pacientes remarcassem consultas, o hospital disponibilizou números para que pacientes tirem dúvidas (11 - 3069-6246/6710/7048).

Quando ligavam para o telefone que receberam, as pessoas eram informadas que a Secretaria não era responsável pelo serviço. A administração do hospital afirmou que não orientou seus funcionários a distribuir os folhetos, que têm data de 2006.