PF prende 22 pessoas por extração ilegal de ouro em Rondônia

Agência JB

PORTO VELHO - A Polícia Federal anunciou nesta quarta-feira, em Porto Velho, Rondônia, a prisão de 22 garimpeiros, além da apreensão de armas, munição, ouro, mercúrio e de 34 balsas e dragas usadas na extração do minério no Rio Madeira. A ação é fruto da Operação Iara, deflagrada com o objetivo de conter a exploração ilegal de ouro na região.

Segundo o superintendente regional em exercício da Polícia Federal em Rondônia, Marcelo Rezende, a operação foi realizada inicialmente em duas localidades diferentes: a primeira, a cerca de 25 quilômetros de Porto Velho, seguindo o rio Madeira, e a segunda, a aproximadamente 180 quilômetros da capital, numa localidade conhecida como Mutum-Paraná. Ele informou que as investigações começaram há 30 dias, com o mapeamento dos trechos onde se extraía ilegalmente ouro.

- Nos dois pontos da operação, havia equipes de abordagem em pequenas embarcações, mas com apoio em terra, para chegar até as balsas e barcos. Com isso, conseguiram fazer o flagrante dos responsáveis e também de pessoas que estavam cometendo outros tipos de crime, como porte ilegal de armas. As balsas foram rebocadas para as margens dos rios, onde foram apreendidos os bens - contou Rezende.

De acordo com Rezende, uma decisão judicial expedida no Amazonas ordenou a retirada de embarcações de toda extensão do Rio Madeira. Os policiais iniciaram as investigações depois de suspeitas levantadas pela grande concentração de barcos na região. Rezende explicou que a medida judical do Amazonas não era específica para as áreas de garimpo, mas contribuiu para as investigações no local. De acordo com a Polícia Federal, a rota do ouro extraído ilegalmente começava em Rondônia e ia até a Bolívia.

A Operação Iara continua por tempo indeterminado com o patrulhamento em outros trechos do rio. Dados da Polícia Federal revelam que centenas de embarcações estão operando irregularmente ao longo do Madeira. Outro problema detectado é a utilização de mercúrio para separar o ouro de outras substâncias existentes no fundo dos rios. Os policiais informam que a substância deixada nas águas prejudica o meio ambiente e pode levar à morte peixes e plantas.

Com informações da Agência Brasil