Reforma agrária protege o meio ambiente, diz presidente do Incra

Agência Brasil

BRASÍLIA - Durante a 4ª Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) quer mostrar a importância do desenvolvimento do setor para o meio ambiente.

A feira, aberta na quinta-feira no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, em Brasília, vai até o próximo domingo, dia 7.

- Estamos promovendo o desenvolvimento sustentável, buscando licenciamento ambiental dos assentamentos na Amazônia Legal. Desde o ano passado, o desmatamento nos assentamentos caiu 51,2%; aumentamos o número de famílias, o número de áreas assentadas na Amazônia Legal e o desmatamento caiu - disse o presidente do Incra, Rolf Hackbart, em entrevista à Agencia Brasil.

Segundo Hackbart, o Brasil já tem 7,4 mil projetos de assentamentos, em cerca e 72 milhões de hectares, nos quais vivem em torno de 700 mil famílias. Ele informou que o Segundo Plano Nacional da Reforma Agrária, de 2003, já assentou mais de 400 mil famílias.

Para o presidente do Incra, o grande desafio agora é o desenvolvimento dos assentamentos, a geração de renda, emprego e a recuperação do passivo ambiental.

- Estamos criando agricultores familiares, com crédito, assistência técnica e infra-estrutura - comentou Hackbart.

Paulo Barreto, representante do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) avaliou que as mudanças climáticas afetam a forma de como as pessoas vão praticar a agricultura, com a chuva e ocorrência de secas excessivas, por exemplo. Mas, ele também tem uma visão positiva, diante da situação.

- Pode também ser oportunidade com as novidades que estão surgindo. A área de biocombustível pode aumentar bastante. Plantar o que vai poder usar para combustíveis é uma oportunidade. Também pode ajudar na área de reflorestamento, para mitigar os efeitos das mudanças climáticas globais.