Mãe de bebê jogado em rio vai para cela separada

Ney Rubens, Portal Terra

BELO HORIZONTE - A dona de casa Elisabete Cordeiro dos Santos, 25 anos, que confessou à polícia ter jogado a filha recém-nascida no rio Arrudas em Contagem (MG), no último domingo, foi separada nesta sexta-feira das outras detentas na Penitenciária Feminina Estevão Pinto, em Belo Horizonte.

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Ela foi alojada em uma cela especial, devido a supostas ameaças de morte que estaria sofrendo das outras presas. Na noite de ontem, a filha de Elisabete morreu vítima de uma parada cardíaca e infecção generalizada, provocada possivelmente pelo contato com a água poluída do ribeirão.

Michelle, nome que a recém-nascida recebeu dos funcionários do hospital, ficou quase cinco dias internada na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) da Maternidade Municipal de Contagem.

O advogado que defende Elisabete Cordeiro dos Santos, o defensor público Flávio Lélles, afirmou que vai aguardar o laudo do Instituto Médico Legal (IML) para definir a estratégia de defesa da cliente. "Além do exame de sanidade mental foram feitos também testes psicológicos que vão dizer se ela (Elisabete) cometeu o crime sob forte pressão psicológica, por exemplo, sob depressão pós-parto", explicou.

De acordo com o advogado, se o laudo do IML indicar que a mãe jogou a filha no rio nestas condições, o crime pode ser desqualificado de homicídio doloso para infanticídio.

Em caso de homicídio, a pena é de 12 a 30 anos de prisão, dependendo da qualificação apresentada pelo Ministério Público. Já para o infanticídio, a pena prevista é de dois a seis anos de cadeia.

O advogado disse que ainda não conversou com a cliente depois da morte do bebê, o que deve acontecer somente na tarde desta sexta-feira.