diz que empresas aéreas devem pagar a quem espera 2 horas

Agência Senado

BRASÍLIA - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, pretende rever a lei que obriga as companhias aéreas a pagarem despesas de passageiros apenas quatro horas depois do atraso dos vôos. A idéia de Jobim é diminuir esse tempo para duas horas. Hoje, quando um avião atrasa mais de quatro horas, a companhia é obrigada a pagar despesas com alimentação e hospedagem.

- Hoje a pena é acima de quatro horas. Pode-se pensar em quatro horas para vôos internacionais e reduzir para duas horas em vôos nacionais - disse o ministro durante audiência pública na Comissão de Infra-Estrutura do Senado.

Jobim deu a entender ainda que os constantes atrasos beneficiam o setor comercial dos aeroportos. Ele explicou que quando o passageiro espera mais no aeroporto, ele consome mais nos "aeroshoppings".

Jobim confirmou ainda que pretende fazer um levantamento nas companhias sobre a manutenção das aeronaves e as obrigações trabalhistas adotadas com as tripulações. O ministro disse que não aceitará que as empresas aéreas "convidem" tripulantes para horas-extras. Ele discorda ainda do chamado "pinga-pinga" das aeronaves, que passam em várias cidades para pegar passageiros. - Isso desgasta a aeronave e desgasta os tripulantes.