JP: Médico diz que morte de paciente precisa ser investigada

Agência Brasil

JOÃO PESSOA - A morte da paciente Elizangêla Ferraz no último fim de semana pode não ser um efeito da paralisação de médicos em João Pessoa, defende Marcus Maia, presidente da Cooperativa dos Cirurgiões da Paraíba. Os médicos da capital paraibana deixaram de fazer, desde a última quinta-feira, dia 16, cirurgias cardiovasculares pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Reportagem do programa Fantástico, da Rede Globo apresentou o caso da paciente como uma morte provocada pela paralisação, já que ela tinha cirurgia marcada pelo SUS.

Um dos líderes da paralisação, Maia afirma que a paciente sofria várias doenças.

- É importante que se veja quais os reais motivos do falecimento dessa paciente, visto que ela sofria de várias patologias não só de doença cardíaca - disse Maia.

Segundo ele, Rosângela estava com cirurgia marcada para o mês passado.

- A paciente iria operar do coração, mas como sofria de outras doenças graves a cirurgia não pôde ser realizada, porque essas outras doenças precisavam ser controladas - afirma Maia.

Maia disse ainda que os pacientes que precisarem de atendimento urgente serão encaminhados para outros municípios ou para a rede privada de hospitais.

- Neste caso, o Estado da Paraíba juntamente com o município de João Pessoa são responsáveis pela transferência desses pacientes para algum hospital da rede privada ou para outra localidade - afirma Maia.

Os médicos de João Pessoa reivindicam um aumento do número de operações.

- Os médicos aqui querem trabalhar - afirma Maia.

Segundo ele, as cirurgias cardiovasculares liberadas pela Secretária Municipal de Sáude estavam abaixo da capacidade dos hospitais. As cirurgias favoreceriam apenas 35% dos pacientes com necessidade de cirurgia por mês.