TAM: Famílias de vítimas se sentem usadas pelo movimento 'Cansei'

Portal Terra

SÃO PAULO - Alguns parentes de vítimas do acidente com o Airbus 320 da TAM afirmaram que se sentiram usados pelo movimento "Cansei", que realizou ato no início da tarde desta sexta-feira na Praça da Sé, no Centro de São Paulo. - Fomos usados. Estávamos aqui para prestar uma homenagem às vítimas e nem isso conseguimos fazer - disse Ana Maria Queiroz, mãe de Arthur Queiroz, morto no acidente.

Durante a manifestação, alguns parentes foram impedidos por seguranças de subirem no palco de cerca de 80 m² montado em frente à Catedral da Sé. O espaço era ocupado por famosos como a apresentadora Hebe Camargo, o cantor Agnaldo Rayol, o ator Paulo Vilhena, o ex-nadador Fernando Scherer e as cantoras Wanderléia e Ivete Sangalo.

Arthur Gomes, irmão de uma das vítimas, também criticou o movimento. - Nós somos as pessoas que éramos para estar aqui. A Ivete Sangalo perdeu alguém? A Hebe Camargo perdeu alguém? Não perderam. Tem um monte de segurança aqui não sei para que - desabafou.

Luiz Flávio Borges D'Urso, presidente da seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e participante do "Cansei", afirmou que "infelizmente não dava para subir todo mundo e acabamos tendo alguns problemas".