Recompensa por traficante só é menor que a oferecida por Bin Laden

Agência Brasil

BRASÍLIA - A recompensa de até US$ 5 milhões oferecida pelos Estados Unidos para quem ajudasse a encontrar o traficante colombiano Juan Carlos Ramirez Abadia, preso nesta terça-feira, dia 7, pela Polícia Federal em São Paulo, só é menor que a recompensa destinada a quem tenha informações sobre Osama Bin Laden, afirma o delegado de repressão a entorpecentes da PF de São Paulo, Fernando Francischini, responsável pela operação de captura do traficante.

- Ele assumiu o lugar de Pablo Escobar [traficante colombiano que chefiou o Cartel de Medellin, morto em 1993]. Então, ele [Abadia] seria hoje o maior traficante da América do Sul. Ou até do mundo, porque ele que abastecia a Europa e os Estados Unidos - disse.

Ainda não há uma definição se a PF receberá a recompensa oferecida. De acordo com a polícia, Brasil e Estados Unidos estão analisando o caso. Segundo o Superintendente da Polícia Federal em São Paulo, Jaber Makul Hanna Saadi, a PF poderia sim receber a quantia.

O traficante internacional de drogas tem 44 anos e foi detido em Aldeia da Serra (SP). Ele foi indiciado no Brasil pelo crime de lavagem de dinheiro.

Antes disso, Abadia residiu em três estados no país: Paraná Curitiba, Rio Grande do Sul e São Paulo. Em Aldeia da Serra (SP) estava havia três meses.

De acordo com a PF, ele poderia ser considerado o traficante mais rico do mundo, com uma fortuna avaliada em US$ 1,8 bilhão.

Quando foi preso da última vez, na Colômbia, Abadia assumiu a exportação de 30 toneladas de droga para os estados norte-americanos de Nova Yorque e de 50 para o Colorado. De acordo com a PF, dados indicam que ele tenha remetido mais de mil toneladas para os EUA nos últimos 20 anos.

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