Críticas do DEM à deportação de atletas cubanos é política, diz Tarso

Agência Brasil

BRASÍLIA - O ministro da Justiça, Tarso Genro, rebateu nesta terça-feira as críticas do partido Democratas (DEM) sobre a deportação, por parte do governo brasileiro, de dois boxeadores de Cuba. Os atletas abandonaram a delegação durante os jogos Pan-americanos e retornaram ao país de origem no último sábado (4).

Segundo o ministro, a manifestação do DEM é uma questão política. São críticas equivocadas que fazem parte da disputa política que está em curso no país, disse, antes da apresentação do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) aos integrantes da Comissão dos Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. Na segunda-feira, dia 6, o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) leu uma nota oficial no plenário do Senado, na qual o partido condena a deportação dos pugilistas. Na nota, a legenda diz que a deportação foi um 'ato ilegal'.

- Causa espécie a utilização do serviço de inteligência da Secretaria Nacional de Segurança Pública como um prolongamento da polícia do ditador Fidel Castro ñpresidente de Cubaí bem como o curtíssimo espaço de tempo entre a captura e a deportação dos atletas que foram localizados e detidos na última quinta-feira (2) e, já na noite desse sábado (4), foram embarcados num vôo com destino a Cuba - afirmou a nota assinada pelo presidente do DEM, Rodrigo Maia (RJ).

De acordo com o ministro, após serem detidos pela Polícia Militar, os boxeadores foram encaminhados à Polícia Federal e lá interrogados. Eles foram apenas ouvidos, e não presos. Eles praticamente imploraram para voltar para Cuba. E tudo foi feito dentro da legalidade.

Tarso disse ainda que os atletas foram consultados sobre a possibilidade de usarem o Estatuto de Refugiados. Eles foram interrogados e consta do depoimento que não queriam o Estatuto de Refugiados porque estavam com muita saudade de casa.

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