Brigadeiro diz que aumento do número de vôos é difícil

Agência JB

BRASÍLIA - Os pedidos de companhias aéreas para aumento do número de vôos nos aeroportos do Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília correm o risco de não ser aprovados por causa da falta de controladores para operar as linhas extras. A afirmação foi feita pelo diretor Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), major-brigadeiro-do-ar Ramon Borges Cardoso, durante audiência na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Apagão Aéreo do Senado.

- Se houver necessidade de incremento de tráfego aéreo, um crescimento de tráfego, tenho dificuldades de aprovar esse crescimento, porque não tenho controladores para suprir todas as posições - disse o brigadeiro.

Ele explicou que, quando um pedido de vôo extra em algum aeroporto chega ao departamento, é analisado em conjunto com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), para verificar "se é possível que aquele vôo aconteça no local e no momento desejados". Isso porque, em aeroportos como o de Congonhas (SP), não é possível, em determinados horários, aumentar o número de vôos, porque o pátio do aeroporto já está operando com capacidade máxima.

Segundo Cardoso, não será possível aumentar, este ano, o número de vôos em aeroportos como os do Rio, São Paulo e Brasília, porque já estão operando no limite da capacidade. - Enquanto não tivermos controladores, esse número não poderá ser aumentado - disse ele. No caso dos aeroportos do Sul e do Nordeste, entretanto, ainda há condições de aceitar pedidos de vôos extras.

O diretor do Decea informou que o déficit de controladores é de 600 profissionais e que, até o fim deste ano, devem começar a trabalhar no controle do espaço aéreo mais 300. No próximo ano, devem se formar mais 319 controladores militares. A partir de 2009, deverão ser formados 160 novos controladores por ano.

Cardoso disse que, além de contratar mais controladores de vôo para atender o crescimento do número de aeronaves, é preciso aumentar a infra-estrutura aeroportuária no país.