Servo nega ter discutido propina com irmão de Lula

Portal Terra

CAMPO GRANDE - O empresário Nilton Cezar Servo, preso na Operação Xeque-Mate e apontado como chefe de esquema de exploração de caça-níqueis investigado pela Polícia Federal, disse ontem em depoimento à PF, segundo o advogado Éldes Rodrigues, que é amigo de Genival Inácio da Silva, o Vavá, mas que não discutia propina com ele.

Servo começou a depor às 10h da última quarta-feira na sede da PF em Campo Grande (MS) e se estendeu por cerca de 12 horas.

Além de Servo, três filhos dele e a mulher foram presos na Operação Xeque-Mate. Rodrigues, o advogado da família Servo, disse que há no inquérito ao menos 20 escutas telefônicas de Servo e 15 de seu filho Victor Emmanuel, também preso anteontem e que aparece como dono de uma casa de caça-níqueis em Campo Grande.

A casa funcionou de janeiro de 2006 até abril deste ano, quando foi fechada pela PF. As 17 máquinas apreendidas movimentavam R$ 15 mil por dia. Os equipamentos foram apreendidos ontem pela PF. Servo argumenta que a casa funcionava com uma liminar da Justiça. Segundo o advogado, as conversas gravadas pela polícia tratavam de compra de máquinas caça-níqueis.