Amigo de Lula seria supervisor de bingo de Servo

Portal Terra

CAMPO GRANDE - O preso Dario Morelli Filho negou ser sócio de Nilton Cezar Servo, acusado de chefiar uma organização criminosa de exploração de jogo ilegal. Ele disse, em depoimento à Polícia Federal, que não era sócio, mas uma espécie de supervisor na movimentação de uma das casas de jogos de Servo, localizada em Ilhabela, no litoral de São Paulo. No local, a polícia apreendeu 23 máquinas de jogo, na última quarta-feira.

Morelli é amigo pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que é padrinho de um de seus filhos. Até ser preso, ele trabalhava na empresa de saneamento de Diadema (SP).

Dario Morelli Filho foi indiciado pela Polícia Federal por contrabando, exploração de jogo de azar e crime contra o sistema financeiro nacional. Ele foi preso em Diadema (SP) na segunda-feira, quando a Polícia Federal (PF) desencadeou a Operação Xeque-Mate para apurar a máfia dos caça-níqueis.

No depoimento, ele alegou que Servo lhe propôs o trabalho que consistia em, uma vez por semana, ir a Ilhabela para gerenciar o negócio. Pela versão, Morelli estaria exercendo a função desde fevereiro em troca de R$ 1,5 mil por mês.

Morelli freqüentava a casa de Servo, em Campo Grande. Em maio do ano passado, ele foi um dos 300 convidados da festa de aniversário de Servo.