Funcionário da Embraer descreve vôo do Legacy após o acidente

Agência Câmara

BRASÍLIA - O coordenador de Estratégias de Comunicação para Aviação Executiva da Embraer, Daniel Bachmann, detalhou à CPI da Crise Aérea, em sua exposição inicial, como foi o vôo do jato Legacy desde o choque com o avião da Gol até o pouso na Serra do Cachimbo (PA). Bachmann era um dos passageiros do jato.

Segundo ele, a primeira impressão dos tripulantes e passageiros foi que a aeronave havia batido em uma ave ou balão meteorológico, mas as possibilidades foram descartadas pela altitude do vôo. Após a avaria, a aeronave começou a tender o trajeto para a direita. Por isso, o piloto americano Joseph Lepore decidiu procurar um lugar para pousar. A partir de então, voaram por um grande trecho a aproximadamente 100 metros de altitude, com risco de chocar com as altas árvores da região, em busca de uma pista de pouso.

Foi Bachmann quem avistou uma pista à esquerda do avião, o que obrigou o piloto a uma série de manobras para que fosse possível pousar. Quando conseguiram, por volta das 17h20, Bachmann foi chamado à cabine por ser o único passageiro que falava português. Só quando pousaram souberam que o local era uma base militar. Às 18h45, foram informados pelos militares da base do desaparecimento do avião da Gol.

Nesta fase do depoimento, o depoente se emocionou, e o presidente da CPI, deputado Marcelo Castro (PMDB-PI), suspendeu a sessão por cinco minutos. A sessão foi reaberta há pouco e o depoimento prossegue.