Corregedoria não pode investigar denúncia contra Renan, diz Demóstenes

Agência JB

BRASÍLIA - O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) discordou, no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, sobre a investigação preliminar que está sendo realizada pelo corregedor do Senado, senador Romeu Tuma (DEM-SP), sobre matéria publicada pela revista Veja segundo a qual o presidente da Casa, senador Renan Calheiros, teria tido despesas pessoais pagas por Cláudio Gontijo, funcionário da empreiteira Mendes Júnior.

Para Demóstenes, o corregedor só tem atribuição de investigar fatos praticados pelo parlamentares no âmbito da própria Casa. Como as questões são de natureza externa, o senador por Goiás disse que a investigação deve ser conduzida pelo próprio Conselho. Nesse caso, segundo Demóstenes, o presidente do órgão, depois de citar Renan, deve indicar um relator para a representação que foi encaminhada pelo PSOL para verificação da quebra de decoro parlamentar.

Demóstenes chegou a dizer que o próprio Tuma poderia ser indicado relator. O corregedor esclareceu que tomou a iniciativa de fazer uma investigação preliminar porque, à época da veiculação da reportagem da Veja sobre o caso, o Conselho de Ética ainda não estava constituído.