Sindicato alega que há pouco investimento no setor aéreo

Agência Câmara

BRASÍLIA - O diretor-presidente do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias, José Márcio Monsão Mollo, disse há pouco, durante seu depoimento na CPI da Crise Aérea, no plenário 7, que os investimentos públicos não acompanharam o crescimento do setor. Desde 2003, houve redução de investimentos em infra-estrutura aeroportuária, enquanto os investimentos empresariais no setor aumentaram. Só entre 2006 e 2007, disse Mollo, o setor investiu R$ 3,4 bilhões enquanto o investimento em infra-estrutura aeroportuária não chegou a R$ 2 bilhões. Segundo ele, esse valor só passou de R$ 2 bilhões, em 2006, por causa da crise aérea.

O Ministério do Planejamento divulgou nota em outubro do ano passado informando que os investimentos entre 2000 e 2002 ficaram acima da média porque houve reaparelhamento do sistema de comunicação. Em 2003, segundo o ministério, os investimentos retornaram ao patamar normal, semelhante ao que era aplicado no período de 1997 a 1999.

Mesmo assim, em 2003, o Conselho Nacional de Aviação Civil já sinalizava que a redução de recursos poderia ocasionar problemas no setor, principalmente, pelo contingenciamento dos recursos tarifários. Ele estima que os fundos Aeronaútico e Aeroviário, formado com taxas e tarifas pagas por passageiros e empresas aéreas, tenham cerca de R$ 2,1 bilhões acumulados de 2003 e que foram contingenciados. Mollo disse que uma parte desse dinheiro se destina ao controle de tráfego aéreo e deveria ser aplicado.