Ministro promete mudanças emergencias no setor portuário

Carla Andrade, Agência JB

RIO - O ministro-chefe da Secretaria Especial de Portos da Presidência da Presidência da República, Pedro Brito, informou, nesta terça-feira, que R$ 2 bilhões e 700, provenientes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal, serão utilizados em programas e projetos de melhorias na infra-estrutura do setor portuário do país. O anúncio foi feito em encontro com jornalistas na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

Dentro do montante, R$ 1 bilhão e 100 será destinado para a dragagem dos 19 portos administrados pela União. O Porto de Itaguaí já tem assegurada a quantia de R$ 200 milhões, também para a dragagem e, até o final deste mês o ministério deve anunciar o valor que será repassado aos demais portos.

Sua visita ao Rio foi estrategicamente planejada. Ele veio dar continuidade ao trabalho de avaliação da atual situação do Complexo Portuário do Rio, assim como fez nas duas semanas anteriores, no Porto de Santos, em São Paulo, e fará nas próximas semanas em outros portos do país.

O primeira parada do ministro foi na Companhia Docas do Rio (CDRJ), onde esteve reunido com a atual diretoria, profissionais e técnicos da área, e discutiu assuntos administrativos. Durante a reunião, Brito pediu que os técnicos especializados no setor apresentem novos projetos, afirmando que quem for mais criativo e competitivo pode viabilizar sua idéia com os recursos do PAC.

- Precisamos dar celeridade ao trabalho e lembrar que tais recursos são altamente competitivos. O presidente mesmo já disse isso, além de garantir que o ministério não terá limitações para o uso de recursos em investimentos na infra-estrutura portuária. Com isso, precisamos de empenho de todos comentou.

A celeridade pedida pelo ministro aos profissionais da área portuária deve-se ao fato do novo ministério ter três anos e meio para usar os recursos em suas obras.

- Pode parecer pouco tempo para trabalhar, mas considero o prazo suficiente para fazer uma transformação importante nos portos e reformular as políticas existentes. É necessário que usemos o dinheiro em projetos sólidos e que revitalizem o setor -, disse Brito.

Para o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, o principal desafio de Brito é reformular a gestão dos portos pois não pode continuar como está. Ele admite que os portos, especialmente os marítimos, têm sérios problemas de gestão e acredita que Brito tem competência para mudar o quadro.

- O sucesso na missão que ele tem passa pelos gestores que vão conduzir a política dos portos marítimos. A gestão dessa política de portos é que não tem funcionado bem e o trabalho que nós acordamos aqui é integrado, sem separação, sem melindres, sem problemas. As primeiras palavras que eu disse ao Pedro Brito foram as seguintes: do jeito que você quiser, como você preferir -, disse Nascimento.