Comissão quer força-tarefa no combate a grupos de extermínio

Agência JB

BRASÍLIA - O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara (CDDPH), deputado Luiz Couto (PT-PB), propôs nesta terça-feira, durante divulgação de relatório sobre impactos da Barragem Acauã, na Paraíba uma força-tarefa formada por Ministério Público, Polícia Federal e Receita Federal para combater os crimes cometidos por grupos de extermínio.

O parlamentar também defende a federalização de crimes cometidos por esses grupos, presentes em todo Brasil.

- Eles não agem de forma isolada. É uma organização que tem tentáculos em todo país. Nós estamos preocupados com essa situação porque estamos verificando casos em São Paulo, Ceará, da Paraíba e Pernambuco, destaca Couto, que foi relator da Comissão Parlamentar de Inquérito sobre grupos de extermínio no Nordeste, encerrada em 2005.

- O mais importante é que nós tenhamos um trabalho de inteligência para investigar todo o esquema. Isso exige tempo e pessoas capacitadas. Estamos pedindo agora uma ação do Ministério da Justiça e do CDDPH .

- Vamos, na Comissão dos Direitos Humanos, tratar essa questão numa audiência pública para poder colaborar para a apuração rigorosa das ações de grupos de extermínio.

De acordo com o deputado da Paraíba, os grupos de extermínio impedem que cidadãos denunciem crimes e testemunhem contra assassinos. Pessoas que acreditaram que teriam segurança para denunciar e não seria executadas, foram assassinadas. Isso não pode acontecer.

O deputado afirmou que já houve casos em que forças tarefas conseguiram desbaratar grupos de extermínio. Já foi demonstrado que é possível. Mas deve ser algo permanente. No mês passado, a adolescente Ana Bruna Braga, de 17 anos, teria sido assassinada após denunciar um grupo de extermínio no Ceará.