Câmara quer reajustar seus salários às vésperas do 1o de maio

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BRASÍLIA - Às vésperas das comemorações do Dia do Trabalho, a mesa diretora da Câmara dos Deputados espera votar ainda nesta semana proposta de reajuste salarial dos parlamentares. O objetivo é um aumento de 26,5 por cento, referente à recomposição da inflação nos últimos quatro anos, que elevaria os salários para 16,2 mil reais por mês.

- Estamos tentando convencer o presidente (da Câmara) Arlindo Chinaglia de que essa é uma péssima hora para tratar de aumento, mas ele diz que os líderes concordam em botar na pauta, enquanto os aposentados do país só têm direito a 3 por cento de reajuste - disse o deputado Raul Jungmann (PPS-PE), que em conjunto com os colegas Miro Teixeira (PDT-RJ) e José Aníbal (PSDB-SP) tentam adiar a discussão, antevendo repercussão negativa por conta do 1o de maio.

O presidente da Câmara chegou a fazer uma proposta de reajuste de 82 por cento no salário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para equipará-lo aos de deputados e senadores, mas Lula recusou, optando pela reposição salarial.

Com base na inflação dos últimos quatro anos, o salário do presidente passaria dos 8,8 mil reais atuais para cerca de 11 mil reais.