Furacão: ministro pede afastamento do STJ

Portal Terra

RIO - O ministro Paulo Medina apresentou nesta sexta-feira pedido de licença médica e se afastou de suas funções no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ele é suspeito de ligação com a quadrilha que comandava um esquema de jogos ilegais que envolveria bicheiros, magistrados e policiais desmantelada na semana passada pela Operação Furacão da Polícia Federal (PF). Ele nega todas as acusações. A informação é do Globo Notícias.

O inquérito que deu origem à operação corre em segredo de Justiça no Supremo Tribunal Federal (STF) porque o nome de Medina foi citado nas investigações. Segundo o procurador-geral da República, Luiz Fernando de Souza, não foi feito um pedido de prisão para o ministro junto com os outros 25 detidos pela Furacão porque não há provas de seu envolvimento no esquema.

Segundo a polícia, o irmão do ministro, Virgílio Medina, que foi preso, pediu dinheiro para interferir em decisões judiciais de Paulo sobre a liberação de máquinas caça-níqueis. O pedido inicial foi de R$ 600 mil, mas a negociação teria sido fechada por um R$ 1 milhão.

A Polícia Federal afirmou que foram encontradas cópias de processos do STJ no escritório de advocacia de Virgílio. As cópias, segundo a PF, eram de petições de processos que ainda seriam julgados pelo ministro e tinham timbre de outros escritórios de advocacia.

- O ministro, em nenhuma hipótese, conversou sobre esse processo com o irmão e não sabia que o irmão estava conversando sobre esse processo com outros advogados, se é que estava - afirmou o advogado do ministro Medina, Antônio Carlos de Almeida Castro.

A polícia descobriu ainda um suposto empréstimo de R$ 440 mil de Virgílio para o irmão. Os investigadores suspeitam que o empréstimo teria sido para acobertar pagamento de negociações. O advogado do ministro afirmou que a transação foi legal e declarada no Imposto de Renda de ambos.