Combate à dengue exige esforços, diz diretor do Ministério da Saúde

Agência Brasil

BRASÍLIA - O diretor de Gestão da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Fabiano Pimenta, ressaltou a importância da população na diminuição dos casos de dengue no Brasil. Ele afirmou nesta sexta feira ser necessária uma conjunção de esforços com o governo. De acordo com o último balanço divulgado pelo Ministério da Saúde, com dados fechados em março, cerca de 135 mil casos suspeitos foram contabilizados em todo o país, 25% acima do total verificado no mesmo período do ano passado.

- É preciso que a população compreenda que a dengue se combate todo dia. Esse mosquito é essencialmente urbano - afirmou Pimenta, referindo-se à espécie Aedes aegypti, em entrevista à TV Nacional.

Com relação ao aumento no número de casos suspeitos, Pimenta explicou que a incidência da dengue está ligada às condições climáticas.

- Setenta por cento dos casos de dengue no Brasil ocorrem no período de janeiro a maio, em função das chuvas e da elevação de temperatura - disse.

Na entrevista, o técnico avaliou que um dos grandes desafios no combate à dengue se relaciona à atuação dos municípios: É preciso que os municípios criem o código sanitário municipal, que permite o trabalho nas casas fechadas e naquelas em que os moradores não permitem a entrada do agente. Outra questão são os terrenos baldios. Nesse sentido, são muito importantes os mutirões de limpeza que os municípios realizam.

De acordo com a assessoria de imprensa do ministério, o governo federal repassou aos municípios e estados R$ 772,8 milhões para o combate à dengue no ano passado. O balanço realizado pelo Ministério da Saúde apontou a Região Centro-Oeste como a que apresenta mais casos, cerca de 51% do total. Os municípios mais atingidos no estado são Campo Grande, Dourados e Três Lagoas.

A segunda região que mais apresentou casos de suspeita de dengue foi a Sudeste, com 22,66%. Em seguida, vêm a Nordeste (13,4%), a Norte (6,7%) e a Sul (5,9%).