Militante do MSTafirma que dinheiro enviado à Bolívia não fará falta

Agência Brasil

BRASÍLIA - O militante do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), Henrique Marinho, afirma que os R$ 20 milhões que o governo vai enviar à Bolívia para apoio em reforma agrária não fará falta ao Brasil.

Na terça-feira, o Senado Federal aprovou a Medida Provisória 354, que destina o dinheiro a programas fundiários bolivianos. A medida, em princípio, visa beneficiar brasileiros que vivem na faixa de fronteira com o Estado do Acre.

De acordo com o militante, o problema brasileiro não é a falta de recursos, mas sim um melhor gerenciamento dos recursos. Os órgãos públicos responsáveis pela reforma agrária têm recursos e não conseguem operar. Os recursos para a reforma agrária no Brasil já existem.

- Podem ser aumentados, mas têm que ser melhor geridos, afirmou, após participar de debate, realizado na última quarta-feira pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados sobre violência no campo. Ele avalia que a iniciativa pode ajudar no intercâmbio das políticas agrícolas do Mercado Comum do Sul (Mercosul).

- O governo Lula tem autonomia para poder ajudar a reforma agrária de qualquer outro país já que se propõe a ser um governo de intercâmbio de políticas públicas.

De acordo com a MP, acordos de cooperação técnica devem ser assinados pelos dois países para garantir a utilização do dinheiro em assistência técnica para a implementação de cooperativas extrativistas, avícolas ou hortifrutigranjeiras.

Os recursos devem ser aplicados em projetos já previstos na lei de reforma fundiária da Bolívia, sempre em concordância com o governo do país e os investimentos serão acompanhados pela Embaixada do Brasil na Bolívia.