Lula deve ser julgado hoje sobre o caso dossiegate pelo TSE

Portal Terra

BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode ser julgado nesta quinta-feira à noite por envolvimento no caso do dossiê Vedoin, também conhecido como "dossiegate". O processo deverá estar na pauta desta quinta no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O caso foi desvendado no ano passado, quando petistas foram presos em um hotel em São Paulo tentando comprar documentos que prejudicariam o candidato à Presidência da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin. O pedido do julgamento do caso foi apresentado no dia 18 de setembro de 2006 pelo então PFL (hoje Democratas) e pelo PSDB.

O presidente está ameaçado até de perder o mandato caso o tribunal considere a ação procedente. O ex-ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos e o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini, também serão julgados. O ministro relator da matéria é César Asfor Rocha.

- Configuram condutas passíveis de serem consideradas como abuso de poder político e econômico sujeitos às sanções do inciso XIV, do artigo 22, da Lei Complementar (LC) 64/90 - Lei das Inelegibilidades - alegou a oposição na época.

A investigação judicial também cita o empresário Valdebran Carlos Padilha da Silva, o advogado Gedimar Pereira Passos - ambos presos em setembro do ano passado - e Freud Godoy, assessor especial da Presidência da República.

Em setembro do ano passado Valdebran Carlos Padilha da Silva e Gedimar Pereira Passos foram presos pela Polícia Federal em um hotel em São Paulo portando a quantia de US$ 248,8 mil e R$ 1,168 milhão. O dinheiro seria usado para o pagamento de material - filme e fotos, que comporiam o "dossiê Vedoin" - para tentar comprometer o então candidato à Presidência da República, o tucano Geraldo Alckmin.

A própria direção do PT foi acusada de ser a mandante da tentativa de compra. Berzoini negou as acusações.

A Polícia Federal investigou o caso, mas isentou Lula e Berzoini. Valdebran e Gedimar foram indiciados. Hamilton Lacerda, da campanha do então candidato ao Governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, também foi acusado de participar do esquema. O senador também foi indiciado, mas o Supremo Tribunal Federal (STF) arquivou o inquérito por falta de provas.