Comissão discutirá atribuições do diretor do Brasil no FMI

Agência JB

BRASÍLIA - A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional debaterá em audiência pública as atribuições do novo diretor executivo do Brasil no Fundo Monetário Internacional (FMI), Paulo Nogueira Batista Junior. O deputado Júlio Redecker (PSDB-RS)é o autor do requerimento e afirma ser necessário discutir as diretrizes e linhas de ação na nova função que o economista está assumindo no fundo, "além dos impactos de sua participação na política externa brasileira".

Paulo Nogueira Batista Junior, 51 anos, é economista, professor e pesquisador da Fundação Getúlio Vargas (FGV) em São Paulo desde 1989. Ele foi indicado pelo atual governo para representar o Brasil no FMI. O anúncio foi feito pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, no dia 23 de fevereiro. Batista Junior substituiu Eduardo Loyo, que estava no cargo há dois anos e tinha sido nomeado pelo então ministro da Fazenda Antônio Palocci. Loyo pediu demissão do cargo por motivos pessoais.

O novo representante do Brasil no FMI foi secretário especial de assuntos econômicos do Ministério do Planejamento na gestão de João Sayad (1985-86); e assessor para assuntos de dívida externa do ministro da Fazenda Dilson Funaro (1986-87). Também chefiou o Centro de Estudos Monetários e de Economia Internacional da Fundação Getúlio Vargas (1986-89).

Batista Junior se destacou pelas críticas feitas em entrevistas, palestras e artigos publicados em jornais e revistas à atual política monetária do Banco Central, sobretudo ao regime de metas de inflação, adotado na gestão de Fernando Henrique Cardoso e mantido pelo Governo Lula.

O economista é autor de dezenas de livros, entre eles "O Brasil e a Economia Internacional"; "Mito e Realidade na Dívida Externa Brasileira"; e "História Econômica do Brasil Contemporâneo". Ele também escreve em jornais e revistas.

A reunião ainda não teve sua data agendada pela comissão.