Paralisação fecha superintendência e delegacias da PF em São Paulo

Agência Brasil

SÃO PAULO - Cerca de dois mil funcionários da Polícia Federal de São Paulo aderiram à mobilização realizada nesta quarta-feira em todo o país para exigir o cumprimento de um termo de compromisso que, segundo eles, foi assinado pelo governo e prometeria a recomposição salarial de 30% à categoria.

De acordo com o Sindicato dos Servidores da PF de SP, a quantidade de funcionários mobilizados representa quase a totalidade do efetivo da Polícia Federal em São Paulo.

Segundo a assessoria de imprensa do órgão em São Paulo, a superintendência da entidade está fechada e só atende a ocorrências de emergência. Todas as delegacias regionais da PF no estado também estão paralisadas. As atividades de emissão de passaportes são as mais afetadas. Em algumas unidades, filas foram formadas no período da manhã.

Nos aeroportos internacionais de São Paulo (Congonhas e Guarulhos), os servidores da PF estão fazendo 'operação padrão'. Os agentes da PF exigem a apresentação do RG no embarque e fazem uma verificação dos passageiros no banco de dados da polícia. De acordo com a Infraero, formaram-se filas durante o horário de pico dos vôos em Cumbica, às 8h. No momento, a situação está normalizada.

Às 15h10, nove (8,5%) vôos estavam atrasados e seis (5,7%) tinham sido cancelados. Em Congonhas, há filas um pouco acima do normal. A maior movimentação ocorreu no início da tarde. Às 15h10, 12 (6,7%) vôos estavam atrasados e um (0,6%) tinha sido cancelados.