Economia solidária precisa de investimentos em infra-estrutura

Agência Brasil

BRASÍLIA - O coordenador do Departamento de Formação da Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego, Roberto Marinho, avalia que o setor necessita de mais recursos públicos para se consolidar no país.

- A economia solidária precisa de investimentos em infra-estrutura e de formação capacitada. Só assim há a possibilidade de que as atividades econômicas gerem igualdade social e financeira, disse, acrescentando que o ministério pretende investir em 2007 cerca de R$ 48 milhões em feiras de empreendedorismo, cursos de formação e fortalecimento de cooperativas. Marinho é um dos participantes da 2º Oficina Nacional de Formação promovida pelo Fórum Brasileiro de Economia Solidária, que termina nesta quarta-feira em Brasília. Uma das idéias debatidas no encontro é a busca de novas propostas para o crescimento do setor.

- O que falta é as pessoas acreditarem mais na economia solidária. Esse crescimento não se dá com esmolas ou só com programas sociais - ponderou o representante do fórum, Lenivaldo Marques. 'É preciso mais que isso para uma distribuição igualitária de riquezas'.

O fórum amazonense foi uma das experiências apresentadas no encontro. Segundo a representante local Rosângela Melo,a economia solidária na região do Amazonas deve-se, essencialmente, à cultura indígena.

- Eles é que são os grandes inventores desse conceito pela organização do trabalho como atividade coletiva.

Exemplo disso, acrescenta Melo, é produção de farinha, cujo trabalho é inteiramente desenvolvido em conjunto, desde a plantação da mandioca até a transformação do produto.

- Quando é época de fazer a farinha, muitas famílias se juntam para a produção. A lógica é: se todo mundo planta a mandioca e produz a farinha em conjunto, o lucro tem que ser igual para todos. Isso é economia solidária.

O fórum é feito em parceria com a Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes). Participam do evento representantes dos ministérios da Educação, Meio Ambiente, Desenvolvimento Agrário, Desenvolvimento Social e Combate à Fome, além do Grupo de Trabalho Formação.