CPI do Apagão Aéreo pode democratizar discussão da aviação no Brasil

Agência Brasil

RIO - O presidente do Instituto Brasileiro de Estudos Estratégicos e de Políticas Públicas em Transporte Aéreo, Respício Espírito Santo, disse nesta quarta-feira que a CPI do Apagão Aéreo, proposta por parlamentares, é necessária para que se democratize a discussão sobre a situação da aviação comercial no Brasil. Para ele, a comissão parlamentar de inquérito, caso venha a ser instalada, poderá contribuir para dar mais transparência ao assunto.

Ela poderá fazer com que os livros sejam abertos, ou seja, que haja transparência de dados e informações, que nesta quarta-feira em dia são guardados a sete chaves, inexplicavelmente. Que esses dados sejam tornados públicos. O grande ganho da CPI é abrir, tornar a discussão pública, de preferência, sem shows dos nossos parlamentares, afirmou.

Durante seminário na Feira de Defesa e Aviação, no Rio de Janeiro, Respício ressaltou que a CPI não deve ser usada como um instrumento político.

A criação da comissão precisará ser aceita pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que deverá decidir sobre o caso no próximo dia 25. Tanto o relator do processo, ministro Celso de Mello, quanto o procurador-Geral da República, Antonio Fernando de Souza, já deram parecer favorável à criação da CPI.