JUSTIÇA

TSE quer saber valores recebidos por canais bolsonaristas nas redes sociais

Encontro entre representantes da Justiça Eleitoral, da PF e das gigantes Twitter, Facebook, YouTube e Instagram aconteceu no TSE e serviu para desvendar a origem de notícias falsas e saber valores acumulados por quem as propaga

Por JORNAL DO BRASIL
[email protected]

Publicado em 20/08/2021 às 07:13

Alterado em 20/08/2021 às 07:13

A PF chegou a solicitar também o bloqueio de repasse de monitorização de canais dos filhos de Bolsonaro; Carlos, Eduardo e Flávio, mas Luis Felipe Salomão negou o pedido Foto: AP / Eraldo Peres

O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Luis Felipe Salomão, e a delegada da Polícia Federal, Denisse Ribeiro, se reuniram com representantes do Twitter, Facebook, YouTube e Instagram, nessa quinta (19) para falar da investigação em andamento sobre a live em que o presidente Jair Bolsonaro atacou as urnas eletrônicas..O encontro no Tribunal Superior Eleitoral levou investigadores a questionarem as redes socais sobre o funcionamento das plataformas com relação à arrecadação de dinheiro com publicidade e doações.

A investigação pretende ter acesso aos dados de interesse para a apuração dos casos investigados e viabilizar um relatório com os valores recebidos a partir da monetização das páginas e canais de apoiadores de Jair Bolsonaro.

A pedido da PF, o TSE bloqueou o repasse de dinheiro para os canais bolsonaristas investigados. A PF chegou a solicitar também o bloqueio de repasse de monitorização de canais dos filhos de Bolsonaro; Carlos, Eduardo e Flávio, mas Luis Felipe Salomão negou o pedido.

Outra finalidade do encontro dessa quinta-feira foi descobrir a origem dos conteúdos de desinformação sobre as urnas eletrônicas e como evitar o faturamento de quem espalha fake news.(com agência Sputnik Brasil)

Tags: