E segue a dança das cadeiras no Planalto

.

fOTO: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Credit...fOTO: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A dança das cadeiras no alto escalão do governo Bolsonaro segue mais frenética do que a “Dança dos Famosos” no antigo “Domingão do Faustão”, há dois meses sob a gestão interina do apresentador do Big Brother Brasil, Tiago Leifert.

Nomeado secretário-executivo do Ministério do Trabalho e Previdência, recriado na 3ª feira, 3 de agosto, para abrigar o deputado Onyx Lorenzoni, desalojado da Secretaria-Geral da Presidência da República para dar vaga ao general Luiz Eduardo Ramos, que deixou a Casa Civil, onde estava desde 29 de março, para que o líder do Centrão, senador Ciro Nogueira (PP-PI) e presidente do PP, passasse a dar as cartas no Palácio do Planalto -, o procurador federal Bruno Bianco nem esquentou a cadeira: foi indicado hoje pelo presidente Jair Bolsonaro para comandar a Advocacia-Geral da União (AGU).

Bianco, que atuou como assessor especial da Casa Civil do governo Temer, foi nomeado no começo de 2019 para ocupar o cargo de secretário especial adjunto de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia. À frente do ministério, coordenou as articulações técnicas para a reforma da Previdência.

A desistência de sua breve indicação, reivindicada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes para dar perfil técnico ao novo Ministério do Trabalho e Previdência, mostra que a austeridade e a conduta técnica ficaram em 2º plano no governo Bolsonaro. A prioridade número 1 é a campanha da reeleição, na qual o novo ministério deve ser usado como ponta de lança da narrativa da volta do emprego.

Por ora, dois empregos estão assegurados: o do ministro Onyx Lorenzoni e o de Bruno Bianco, que agradeceu ao presidente da República sua indicação para a AGU.