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País - Eleições 2018

Imprensa mundial repercute eleições presidenciais no Brasil

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As eleições que definirão o novo presidente do Brasil ganhou repercussão neste domingo (28) nos principais veículos de comunicação do mundo, que destacam a polarização entre os candidatos na disputa pelo Palácio do Planalto, Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).
Diversos jornais, agências e emissoras de televisão ressaltam que os brasileiros votam "contra a corrupção", a favor do candidato de extrema direita, ou "contra o ódio", a favor do candidato de esquerda, após a campanha mais polarizada da história recente do país.
O italiano La Repubblica destacou que, nesta reta final da campanha, Bolsonaro adotou um tom "mais moderado", principalmente depois de não conseguir se eleger no primeiro turno "graças à sua retórica nacionalista e incendiária".
No entanto, segundo a publicação, o ataque a faca de que foi vítima, em setembro, só "aumentou sua popularidade".
Já o Corriere della Sera afirmou que Haddad conseguiu apoio de nomes de peso, como o do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa. "Nas últimas horas, os apelos de Haddad contra o discurso autoritário, os riscos de um novo fascismo e uma busca por minorias ocuparam as praças e especialmente as universidades do Brasil", diz o texto.
O jornal norte-americano The New York Times, por sua vez, garantiu que o resultado do pleito pode significar "a maior mudança na política brasileira desde o fim da ditadura". O artigo destaca que a violência, a crise econômica e a corrupção foram protagonistas no debate entre os dois candidatos.
O Washington Post batizou Bolsonaro de "Trump Tropical", dizendo que o brasileiro usou a mesma tática de campanha do presidente dos Estados Unidos.
Além disso, o jornal norte-americano afirma que o ex-capitão do Exército "foi denunciado por todos, desde Madonna até o ex-presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso", principalmente por suas declarações "bombásticas" contra mulheres, negros e LGBTs. A publicação francesa Le Monde menciona o que chama de "liberalismo econômico e autoritarismo pretoriano", referindo-se ao candidato do PSL, enquanto que o Correio da Manhã, de Portugal, publica um alerta para a polarização das eleições, ressaltando a preocupação da "divisão política" no país e o risco da permanência depois do resultado. A versão dominical do britânico The Guardian, The Observer, dá ênfase nas incertezas da comunidade LGTB após uma possível vitória de Bolsonaro, que já deu diversas declarações homofóbicas. O jornal El Pais destacou que as eleições brasileiras são marcadas por duas palavras: "Mudança e Esperança". Além disso, ressaltou que "o ex-soldado conseguiu capitalizar o descontentamento com um discurso duro repleto de ameaças contra opositores políticos , mulheres e minorias".
A publicação espanhola ainda fez uma reportagem especial sobre o momento político e econômico do país e disse que o novo mandatário herdará uma economia que deixou no retrovisor a recessão, mas que cresce em ritmo lento.
Já a "Bloomberg" diz que a "campanha foi marcada por ataques pessoais e violência", enquanto que as emissoras de televisão Al Jazeera, do Catar, e as norte-americanas CNN e Fox News relatam o favoritismo de Bolsonaro.
Por sua vez, a BBC relembrou que "a eleição foi ofuscada por escândalos de corrupção e um ataque com a faca contra Bolsonaro", afirmando que as "declarações provocativas sobre aborto, raça, migração, homossexualidade e leis de armas" garantiram ao deputado o apelido de "Trump Tropical".



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