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País - Eleições 2018

Haddad nega que tenha tratado de apoio em telefonema a Fernando Henrique Cardoso

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O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, negou na noite desta segunda-feira, 22, que tenha tratado de manifestação de apoio em ligação feita mais cedo ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). "Tratamos apenas da questão institucional", afirmou, na saída da TV Cultura, onde participou do programa Roda Viva.

"Ele (FHC) tem se manifestado na rede social muita preocupação em relação às declarações do meu adversário, que são realmente muito preocupantes, são muito ameaçadoras contra as instituições e, ontem (domingo), contra a integridade física dos seus opositores, em caso da sua vitória. Então, o presidente Fernando Henrique, que é um democrata, tem manifestado muita preocupação com esta escalada de violência promovida pelo (Jair) Bolsonaro", afirmou o candidato.

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O candidato à presidência da República, Fernando Haddad participa do programa Roda Viva, na TV Cultura em São Paulo (SP), nesta segunda-feira (22). Também foi convidado o candidato Jair Bolsonaro, mas optou por não comparecer ao programa. (Foto: RONALDO SILVA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO)

Durante o programa, Haddad disse que também ligou mais cedo para o senador Tasso Jereissati, ex-presidente do PSDB, que, segundo ele, é uma pessoa de quem gosta muito. "Esperavam de mim que fizesse um aceno ao PSDB, hoje eu fiz. Saiu um artigo do Marcos Lisboa, na Folha, dizendo que não tinha entendido o gesto, e decidi me aproximar", afirmou.

Haddad também fez um novo aceno ao candidato derrotado Ciro Gomes (PDT), que teve 13,3 milhões de votos no primeiro turno e declarou a ele "apoio crítico". "Sempre tenho a expectativa que Ciro vai dar uma declaração boa", afirmou. Na transmissão da entrevista, ele disse que "aguardava ansiosamente" uma declaração de voto mais efetiva do pedetista.

O petista também buscou, mais uma vez, durante a transmissão da entrevista, fazer acenos ao eleitorado de centro e se colocar como capaz de manter a democracia no País.

Ao afirmar que a campanha dele voltou atrás em posições referentes à Constituição, o petista disse que o "autoritarismo não nos interessa". "Só pela democracia que nós vamos construir uma sociedade mais justa", disse.



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