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País - Eleições 2018

Haddad e Bolsonaro moderam discurso em entrevistas na TV

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Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) adotaram tom moderado em entrevistas concedidas à RedeTV! na noite desta quinta-feira (11). O petista se aproximou do eleitorado do capitão reformado ao dizer que a "Operação Lava Jato precisa ser apoiada" e que "lugar de traficante é na cadeia". Já o presidenciável do PSL voltou a reafirmar que manterá o Bolsa Família e que irá propor um 13º aos beneficiários do programa.

"A Lava Jato precisa ser apoiada. Temos que fortalecer os órgãos de combate à corrupção. Polícia Federal, Ministério Público e Judiciário têm que ser fortalecidos", prometeu Fernando Haddad sobre a Operação. O candidato do PT ainda disse que os culpados têm de ser 'punidos com responsabilidade'. 

Macaque in the trees
Jair Bolsonaro/ Fernando Haddad (Foto: RedeTV!)

Com relação ao Bolsa Família, o adversário de Haddad na disputa, Jair Bolsonaro foi enfático: "Nós vamos dar o Bolsa Família para quem realmente merece e precisa". O capitão reformado reforçou que, em um eventual governo, reforçará o programa implementado durante a administração do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Jair Bolsonaro/ Fernando Haddad (Foto: RedeTV!)

Os dois candidatos prometeram acabar com o Imposto de Renda para aqueles que ganham até cinco salários mínimos.

Na entrevista, Bolsonaro reforçou que geração de energia, Banco do Brasil, Caixa e Banco do Nordeste serão preservados de privatização. Haddad, por sua vez, afirmou que Eletrobras, Correios, BB e Caixa são "estatais intocáveis".

Rota de colisão

Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) entraram em rota de colisão ao defenderem ponto de vistas diferentes em relação a algumas propostas para o País. Uma das principais divergências foi em relação ao armamento da população.

"Todo cidadão de bem que queira ter arma dentro de casa, com alguns critérios, (que) possa tê-la", disse Bolsonaro, ressaltando que a medida caberia à análise do Congresso Nacional "Quem tem que portar armas é a polícia para garantir direito de segurança pública", comentou Haddad.

Outra discordância foi em relação à criação ou extinção de ministérios no governo. O petista prometeu reativar as pastas de Política para as Mulheres e Igualdade Racial, além de separar das Comunicações o Ministério da Ciência e Tecnologia. O candidato do PSL, por sua vez, disse que os ministérios extintos estavam atendendo a interesses partidários. Ele prometeu nomear ministros com "competência, interesse e liberdade de iniciativa"

Sobre o agronegócio, Bolsonaro prometeu tipificar como "terrorismo" as ações do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), prometendo ainda uma legislação trabalhista diferente para o campo. Já Haddad prometeu apoiar o agronegócio, mas ponderou que é preciso agir para que toda terra seja produtiva e não fique improdutiva.

Em relação ao programa Mais Médicos, o candidato petista prometeu ampliar contratando médicos especialistas e construindo uma policlínica para cada 50 mil habitantes no País. Bolsonaro criticou o programa e disse que não manteria o modelo como está sendo feito. Para ele, o Mais Médicos não pode trazer uma suposta médica mãe cubana ao Brasil e deixar seu filho no país de origem.

As entrevistas concedidas à RedeTV! marcam o segundo "embate", ainda que indireto, entre os dois candidatos na TV. Por recomendações médicas, Bolsonaro não poderá participar de debates e de agendas públicas de campanha até o dia 18.

Segundo os médicos, o capitão reformado ainda tem anemia em razão do atentado sofrido no dia 6 de setembro. Estavam programados um debate nesta quinta-feira, 11, na TV Bandeirantes, domingo, na TV Gazeta, em parceria com o jornal O Estado de S. Paulo, e na segunda-feira, no SBT. Todos foram cancelados pelos organizadores. Outros debates ainda estão marcados.



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