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País - Eleições 2018

Candidatos como Ciro Gomes devem se transformar em trunfo no segundo turno

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Onze candidatos à Presidência se despediram das urnas ontem, após vitória dos favoritos para o segundo turno. Ciro Gomes, do PDT, no entanto, mesmo derrotado, ainda tem motivo para comemorar. Na reta final, subiu nas pesquisas e viu suas intenções de voto encurtarem a distância em relação a Fernando Haddad. Ao fim, Ciro chegou em terceiro lugar, com 12,5% dos votos válidos.

Esperançoso, Ciro fez campanha pela virada até o fim. “Os arrogantes e despreparados sempre se revelam nas horas de maior emoção, e quando uma pessoa já no dia da eleição se afirma vitoriosa, é porque dispensa o voto das pessoas”, disse, ao votar, ontem, em Fortaleza. À noite, perguntado sobre apoio a Haddad, declarou que tem história de defesa da democracia e contra o fascismo.

Alguns dos candidatos, porém, como o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) e a ex-ministra Marina Silva (Rede) amargaram grandes derrotas. Alckmin nunca passou de 8% nas intenções de votos com tímidas oscilações, e marcou 4,8% dos votos válidos. Depois de votar em São Paulo, o ex-governador não havia entregado os pontos: “(A expectativa) é muito boa. Vamos aguardar. Nós estávamos embolados no terceiro lugar”. O ex-governador ainda não declarou apoio em nenhum dos candidatos para o segundo turno.

Assim como Alckmin, Marina se viu em curva descendente desde o início da campanha. No início uma das favoritas, teve suas intenções de voto transformadas em pó. Com 1% dos votos válidos, ela ficou com o oitavo lugar. Afirmou que fará oposição a qualquer que seja o vencedor do 2º turno.

Outros candidatos que votaram em São Paulo, como Guilherme Boulos (PSOL) e Henrique Meirelles (MDB), tiveram votações inexpressivas.



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