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País - Eleições 2018

Debate em SP tem embate entre Márcio França e João Doria

Paulo Skaf evitou defender Michel Temer e correligionários envolvidos em esquema de corrupção.

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Os candidatos ao governo de São Paulo participaram de debate na noite desta terça-feira (2), na Rede Globo. O candidato do MDB ao governo de São Paulo, Paulo Skaf, evitou defender o presidente Michel Temer e correligionários envolvidos em esquema de corrupção. No último bloco, os candidatos Márcio França (PSB) e João Doria (PSDB) protagonizaram uma forte discussão.

Chamado por Lisete Arelaro (PSOL) de "o candidato do Temer", Skaf reconheceu que "todos os partidos políticos estão desgastados". A candidata reagiu e disse que ele não estava respondendo à pergunta. "Quem está pagando o pato é o povo brasileiro. Mas aproveito para dizer que tenho grande orgulho de fazer parte do PSOL", alfinetou. O emedebista afirmou que os governos não funcionam por causa das coligações. "Por isso, nesta eleição, estamos sozinhos", disse.

O emedebista também foi interpelado por Luiz Marinho (PT). "O Paulo é do partido do Temer, não se deixe enganar", disse. Skaf, mais uma vez, se esquivou.

Na sequência, Marinho criticou João Doria (PSDB), alvo primordial dele em todos os debates. "Tem candidato aqui diz que vai fazer o que o partido dele não fez em 24 anos. Será que ele é melhor que o candidato à Presidência dele?", ironizou.

Em dobradinha, professora Lisete e Marinho criticaram a reforma trabalhista e a qualidade da segurança pública paulista, tema de quase todas as perguntas no bloco.

Segundo bloco

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) entrou no centro do debate entre candidatos ao governo paulista da TV Globo.

Em uma questão sobre saneamento básico, João Doria (PSDB) e Paulo Skaf (MDB) defenderam que o controle da Sabesp permaneça com o governo do Estado. O tucano afirmou que a empresa faz um bom trabalho, mas o emedebista disse que é preciso melhorar a qualidade dos serviços prestados.

"Sabesp e outras companhias coletam esgoto mas não tratam. Em média, eu diria que 40% não é tratado. É como a dona de casa passando aspirador e alguém sujando a sala com um saco de areia", ironizou.

Em outro ponto do segundo bloco, Luiz Marinho (PT) disse que há candidatos que dizem ser contra a privatização da Sabesp, mas que já declararam o contrário, sem citar nomes.

O petista também disse que, se eleito, a Sabesp somente vai voltar a pagar dividendos aos acionistas estrangeiros se tratar todo o esgoto do Estado.

"A Sabesp comete um crime todos os dias. A política da Sabesp determinada pelo governo do Estado é irresponsável. 32% de desperdício de água. Sabesp não trata 45% do esgoto. Coletado e jogado in natura nos rios", acusou.

Terceiro bloco

O atual governador de São Paulo, Márcio França (PSB), e o candidato Paulo Skaf (MDB) protagonizaram o segundo grande confronto do debate da TV Globo entre postulantes ao Palácio dos Bandeirantes.

No terceiro bloco, de tema livre, França disse que Skaf tem de ter lealdade ao governo de Michel Temer, por ser do mesmo partido. O emedebista evitou defender o presidente, assim como o fez no início do debate.

Skaf, porém, disse que o governo de São Paulo, comandando por França desde abril, não dá "orgulho para ninguém". "Você está há 8 anos no governo, grande parte da responsabilidade dos problemas também é sua", afirmou.

Quarto bloco

Uma pergunta sobre segurança pública deu margem ao momento de maior tensão do debate da TV Globo entre concorrentes ao governo de São Paulo. O atual governador, Márcio França (PSB), discutiu com o candidato João Doria (PSDB), que recomendou a ele que tomasse um calmante.

França questionou recentes declarações de Doria, que sugeriram que a polícia "tem de atirar para matar". O tucano disse que a fala foi retirada de contexto e que se tratava de uma "situação extrema de enfrentamento".

Na tréplica, o bate-boca teve início. O atual governador acusou Doria de agir como marqueteiro e o tucano começou a balançar a cabeça. "Eu sei quem você é. Por que você tá nervoso?", ironizou França, ao mesmo tempo que Doria tentava interrompê-lo.

"Você não manda nas pessoas, João. Não meça as pessoas por você. Você não deixa as pessoas falarem. Você não tem direito de ofender as pessoas, a chamar os outros de gordo", emendou o governador.

O tucano rebateu e disse que França deveria tomar maracugina. Na sequência, ele o acusou de ser ligado ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "Você é adepto da esquerda. Você defendeu o PT, foi do conselho do governo Lula. Aliás, eu queria saber que conselhos o senhor deu ao presidente Lula, que está preso em Curitiba. O seu partido lutou contra o impeachment de Dilma", disse.

Duetos

As dobradinhas ficaram mais evidentes ao longo do quarto bloco do debate. Doria chamou pela quarta vez o candidato Rodrigo Tavares (PRTB) e a plateia reagiu mais uma vez, como no bloco anterior. "Vejo que as pessoas gostam de ouvir as suas propostas, Rodrigo", disse o tucano.

Luiz Marinho (PT) e Marcelo Candido (PDT) fizeram uma dobradinha nas duas rodadas finais de perguntas do bloco, atacando as gestões do PSDB e as privatizações de empresas do Estado.

Com Estadão



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