Jornal do Brasil

País - Eleições 2018

Haddad dispara contra Bolsonaro

Jornal do Brasil

O candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) à presidência, Fernando Haddad, concentrou nesta segunda-feira seus ataques no adversário Jair Bolsonaro, que lidera as pesquisas para as eleições de 7 de outubro, denunciando seu discurso discriminatório e seu programa econômico.

Haddad, que substituiu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010), preso e impedido de concorrer à presidência, utilizou o movimento "#Ele não" para disparar contra Bolsonaro.

"Ele não porque desrespeita a diversidade, desrespeita as mulheres, desrespeita os negros", afirmou Haddad para cerca de 400 pessoas após visitar Lula na sede da Polícia Federal em Curitiba, onde o ex-presidente cumpre pena de 12 anos e um mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro.

"Se vocês acham que o governo Temer é ruim, vocês ainda não conhecem as propostas do Bolsonaro para nossa economia. Ele quer cobrar o mesmo imposto do rico e do pobre. O pobre, que hoje não paga imposto, vai pagar 20% na fonte".

Haddad também atacou os responsáveis pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, destituída pelo Congresso em 2016. "Eles achavam que estava tudo resolvido porque tiraram a Dilma, prenderam o Lula, mas esqueceram de prender o povo".

Em carta publicada no Jornal do Brasil, Lula pediu aos eleitores que "salvem a democracia" e rejeitem "a barbárie".

"Em outubro teremos a oportunidade de resgatar a democracia outra vez, encerrando um dos períodos mais vergonhosos da história e dos mais sofridos para a nossa gente. O Brasil está muito perto de decidir, mais uma vez, pelo voto soberano do povo, entre dois projetos de país: o que promove o desenvolvimento com inclusão social e aquele em que a visão de desenvolvimento econômico é sempre para tornar os ricos mais ricos e os pobres mais pobres".

Pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira revela um avanço de quatro pontos nas intenções de voto em Bolsonaro, que passou de 27% para 31%, enquanto Haddad permanece estável em 21%.

A rejeição à Bolsonaro se manteve em 44%, enquanto a rejeição a Haddad subiu de 27% para 38%.

 

jb-lg-aic/lr



Recomendadas para você