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País - Eleições 2018

Protesto contra Bolsonaro reúne milhares no Rio

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O movimento "Mulheres Unidas contra Bolsonaro" que usa a hashtag #EleNão, convocados de forma espontânea  em várias cidades do País e também no exterior durante o mês de setembro, levou milhares de cariocas a protestar contra o candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL), na tarde deste sábado (29), no Centro do Rio.  

Pessoas de todas as idades e gêneros pediam respeito ao ex-capitão e seus correlegionários. Um dos principais focos de resistência à sua candidatura é o das mulheres, que lembram que em 2014 Bolsonaro disse à deputada Maria do Rosário (PT-RS) que ela "não merecia ser estuprada" por ser "muito ruim" e "muito feia", e que recentemente defendeu a desigualdade salarial entre homens e mulheres. 

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Protesto contra Bolsonaro lota o Centro do Rio (Foto: Rebeca Leitieri/Jornal do Brasil)

Com um histórico de declarações misóginas, homofóbicas e racistas, Bolsonaro tem um índice de rejeição de 46%.

A mobilização por meio das redes sociais começou a chamar a atenção no último dia 10, ao agregar mais de 300 mil mulheres em um único dia.

Neste sábado (29), o grupo, fechado, contabilizava 3,9 milhões de participantes.

A adesão é um reflexo da rejeição a Bolsonaro entre as eleitoras - o porcentual de mulheres que, nas pesquisas de intenção de voto, dizem que jamais votariam no deputado fluminense é maior do que o de homens.

O crescimento do grupo provocou reação em meados deste mês. No fim de semana dos dias 15 e 16, quando tinha em torno de 2,5 milhões de participantes, o grupo chegou a ficar fora do ar após ser hackeado e ter seu nome mudado, com alusão favorável a Bolsonaro. Várias mulheres do grupo foram agredidas verbalmente e receberam ameaças via internet.

Hashtag #EleNão #EleNunca

 

A hashtag #EleNão foi utilizada 193,4 mil vezes, no episódio do ataque virtual e a #EleNunca outras 152 mil vezes em todo o País.

A reação ao movimento incluiu suspeitas de violência física no Rio. Uma das administradoras do grupo na cidade registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil afirmando que foi agredida na noite da última segunda-feira, quando chegava em casa, na Ilha do Governador, na zona norte do Rio, por dois homens ainda não identificados.

A ativista afirmou que vinha sendo ameaçada nas redes por causa da militância política, mas disse que não podia afirmar quem eram os agressores. Os homens levaram apenas o celular da vítima, deixando os demais pertences.

 

Cariocas nas ruas

Até às 16h, mais de 50 mil pessoas participavam do ato, de acordo com os organizadores. 

Em Copacabana, manifestação a favor

 Os apoiadores de Bolsonaro se concentram na Avenida Atlântica, no posto 5, em Copacabana, na Zona Sul. Por volta das 15, o trecho sentido Leme da via foi interditado. Não existe estimativa de participantes. 



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