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País - Eleições 2018

Jair Bolsonaro recebe alta e deixa hospital Albert Einstein

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O candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL), deixou o hospital Albert Einstein, no Morumbi, em São Paulo, às 13h45 de hoje (29).

Ele recebeu alta médica às 10h, após passar 22 dias internado por ter sido esfaqueado em 6 de setembro durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG).

Bolsonaro seguiu para o Aeroporto de Congonhas, onde embarcará para o Rio de Janeiro, no voo das 15h40.

O presidenciável deixou o hospital por uma saída alternativa para evitar a movimentação da imprensa, que o aguardava na entrada principal do hospital.

Gustavo Bebbiano, presidente do PSL, informou que o candidato segue com a saúde frágil nos próximos 15 dias e que não fará campanha de rua. Ele avalia que, com isso, a campanha foi prejudicada.

“Porque [a campanha] não conta com muitos recursos, não aceitamos doações de empresários, fazemos uma política diferenciada. A campanha vinha sendo feita com base no contato de Bolsonaro com o público”, disse.

Bebbiano comentou sobre as polêmicas envolvendo o vice de Bolsonaro, general Mourão. “O general é um homem brilhante, uma pessoa especialmente inteligente, experiente, mas que, talvez, não tenha esse traquejo com a imprensa. Às vezes, ele pode expressar um pensamento pessoal, que não reflete o plano de governo de Bolsonaro”, declarou.

O presidente do PSL falou sobre os questionamentos de Bolsonaro a respeito da confiabilidade das urnas eletrônicas.

“O que nos incomoda é a impossibilidade da recontagem de votos. A gente tem uma contagem secreta de votos, que fica nas mãos de meia dúzia de técnicos. Infelizmente, isso contraria princípios da publicidade, transparência inerentes à administração pública”, finalizou.

Críticas nas redes sociais

Antes da alta, Bolsonaro, que lidera as pesquisas eleitorais, voltou a usar as redes sociais e, pelo Twitter, postou mensagem com críticas ao PT.

Em outro post, destacou que o País está na lama por conta de um sistema falido decorrente de acordos corruptos, mas que sua liderança nessa corrida presidencial o deixa próximo de mudar essa realidade.

Bolsonaro e o ambiente que envolve essa acirrada e beligerante eleição presidencial conseguiram transformar a entrada do hospital Albert Einstein numa pequena Babel. O pequeno espaço reservado à imprensa na lateral da entrada principal do Albert Einstein foi disputado palmo a palmo pelos repórteres, fotógrafos e cinegrafistas de veículos de comunicação de várias partes do mundo.

Viaturas policiais e de motocicletas da Policia fizeram a escolta do candidato do PSL até o Aeroporto de Congonhas, onde embarca para o Rio de Janeiro. Alguns militantes trajando camisetas com fotografias do capitão do Exército se reuniram na frente do hospital.

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Jair Bolsonaro (Foto: Divulgação)

Tensão

A própria campanha de Bolsonaro protagonizou nas duas últimas semanas momentos de tensão que demandaram a intervenção do candidato mesmo do leito hospitalar. No primeiro, o economista Paulo Guedes, guru econômico de Bolsonaro sinalizou em uma entrevista que poderia reeditar a Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF). Os adversários reagiram e Bolsonaro desmentiu pelas redes sociais o seu guru econômico, que ele batizou de Posto Ipiranga.

Depois foi a vez do candidato a vice, General Mourão, dizer que filhos de classes mais baixas criados em lares sem pai, apenas por mães e avós eram uma fábrica de desajustados.

E, nesta semana, o general voltou à carga, criticando o pagamento de 13º salário e do abono de férias aos trabalhadores brasileiros. Mais uma vez, o capitão da reserva voltou às redes sociais para desautorizar o general, dizendo que os críticos dos direitos trabalhistas, que são cláusula pétrea, desconhecem a própria Constituição do País.

Na sexta, 28, foi a vez do próprio Bolsonaro lançar de novo suspeição sobre as urnas eletrônicas e questionar a legitimidade do resultado dessas eleições, caso ele não seja eleito, em entrevista à TV Bandeirantes.

Com Estadão Conteúdo e Agência Brasil



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