Jornal do Brasil

País - Eleições 2018

Bolsonaro usa rede social para fazer campanha ao vivo

Candidato informou que foi autorizado pelos médicos a falar

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O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, falou ao vivo neste domingo (16) em transmissão pelo Facebook, pela primeira vez após o ataque sofrido em campanha, no último dia 6. Mais cedo, o candidato publicou uma fotografia sua no hospital, informando que havia sido autorizado pelos médicos a falar. 

"Apesar de ainda bastante debilitado reuno (sic) forças que vem (sic) de vocês. Creio que esse breve pronunciamento pode trazer notícias e apreensões que tenho para o futuro do nosso Brasil. Grato pelo apoio, consideração, orações e confiança! Brasil Acima de Tudo! Deus Acima de Todos!", publicou o candidato antes da transmissão por vídeo. 

Durante cerca de 20 minutos, Bolsonaro agradeceu apoiadores, dirigiu críticas ao candidato do PT, Fernando Haddad, e repetiu que as eleições de outubro podem resultar em uma "fraude" por causa da ausência do voto impresso. "A grande preocupação realmente não é perder no voto, é perder na fraude. Então essa possibilidade de fraude no segundo turno, talvez até no primeiro, é concreta."

No vídeo, o candidato pediu para que os internautas se colocassem no lugar do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba. "Se você não tentou fugir, com tudo ao teu lado, obviamente que tem um plano B. Qual é o plano B desse presidiário, desse homem pobre lá atrás que roubou toda nossa esperança? Não consigo pensar em outra coisa a não ser um plano B se materializar numa fraude favorável ao Lula."

Bolsonaro disse que uma eventual eleição de Haddad representaria uma "ameaça à democracia". "Haddad eleito presidente, se ele não falou vocês sabem, no mesmo minuto da posse assina o indulto de Lula e no minuto seguinte nomeia (Lula) chefe da Casa Civil."

Bolsonaro declarou ainda que espera estar em casa daqui a uma semana e falar com os internautas todos os dias no horário do programa eleitoral no rádio e na TV. 

Também afirmou contar com apoio de "boa parte" das Forças Armadas e disse que "está em jogo" no País o futuro de milhões de brasileiros, e não seu próprio futuro. 

Com Estadão Conteúdo



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