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País - Eleições 2018

Outsider no DF: Leila, do vôlei ao Senado

Jornal do Brasil EDLA LULA, edla.lula@jb.com.br

Da capital federal, quem diria, deverá sair um ‘outsider’ na urnas – perfil que, desde as manifestações de rua de 2013, era apontado como solução para a crise ética da política. Candidata ao Senado pelo PSB, Leila Barros, ídolo do vôlei nos anos 90 e na primeira década do século, conseguiu superar figuras tradicionais de Brasília, como Cristovam Buarque (PPS), na disputa, segundo as últimas pesquisas eleitorais.

A mais recente, feita pelo Ibope, mostra a esportista com 24% das intenções de voto, seguida por Cristovam, com 21%. Também estão na lista de concorrentes outros políticos de carreira, como deputado federal Izalci (PSDB) e os distritais Wasny (PT) e Chico Leite (Rede). “Desde o princípio soube que seria muito difícil concorrer com políticos que têm uma história importante em Brasília. Mas aceitei o desafio porque acreditei que a relação humana que tive a oportunidade de estabelecer com as pessoas poderia contar a meu favor”, comenta Leila.

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Leila Barros, ídolo do vôlei nos anos 90 (Foto: Reprodução)

Neófita em cargos eletivos, Leila angariou a confiança do eleitorado pela gestão à frente da Secretaria de Esporte, Turismo e Lazer do DF, onde esteve até este ano, em um momento de crise. Quando assumiu o cargo em janeiro de 2015, diante da notícia de que não haveria orçamento e, por isso, estaria cancelada a corrida de Reis, uma das paixões dos brasilienses, a secretária não se deu por derrotada. Correu atrás da iniciativa privada e garantiu a realização do tradicional evento esportivo. “Naquele momento, Leila mostrou para a população que, assim como fez no esporte, vestiu a camisa para suar e vencer”, opina Ricarda Lima, subsecretária de Esporte e Lazer.

Não foi só no campo esportivo que a ex-jogadora de vôlei angariou a simpatia dos eleitores. Sendo Brasília palco de manifestações politicas e sociais de todas as colorações, no período em que foi secretária de Esportes, além de ceder espaços ociosos para serem ocupados por índios, movimentos de sem-terra e de sem-teto, Leila fez questão de atuar como interlocutora. “Como responsável pelos locais que abrigavam os eventos, achei que seria importante estar presente, ao lado das pessoas, conversar com as lideranças e mediar conflitos”, conta.



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